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Ovinocultura
Dia do Porco discutirá mercado e nutrição
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Tradicional evento da suinocultura gaúcha, a 36a. edição do "Dia do Porco" ocorre no próximo dia 13 de agosto, no município de Barra do Rio Azul (RS). Um dos pontos altos do evento será a troca de informações entre produtores e especialistas. Este ano, para falar sobre o cenário do mercado da carne suína e dos cereais, a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS) convidou o Prof. Dr. Paulo Tabajara Chaves Costa.
Diretor Técnico e Científico da Vitagri (www.vitagri.com.br), Prof. Dr. Paulo Tabajara é PhD em Nutrição Animal. Em sua palestra, vai apontar alternativas para o produtor, mais do que descrever o que vem acontecendo na cadeia produtiva suína, por exemplo. Afinal, não é segredo: enquanto o rebanho produtivo de carne para subsistência decresceu (-) 26%, no último quinquenio, o rebanho produtivo tecnificado cresceu (+) 25%.
Baseado em "cases" de sucesso que envolvem clientes atendidos com produtos e serviços da Vitagri, o Prof. Dr. Paulo Tabajara vai reforçar que é possível manter-se na atividade desde que se invista na especialização, "que é o caminho para bons resultados na suinocultura".
Especializar-se num determinado ciclo de produção (maternidade, terminação, por exemplo) ajuda a reduzir custos e melhorar a chamada conversão alimentar. No caso específico da nutrição, consegue-se acompanhar mais de perto os animais para que eles aproveitem toda a ração, sem desperdícios. A especialização também auxilia no controle sanitário do rebanho, evitando perdas e gastos com tratamento de enfermidades.
Em outras palavras, Prof. Dr. Paulo Tabajara vai demonstrar que por meio da especialização o pequeno produtor pode alcançar maior tecnologia de produção. "Com maior foco, surge ainda mais facilidade para treinamento de pessoal, muitas vezes os próprios familiares. Enfim, com a especialização a suinocultura deixa de ser uma simples criação. Torna-se um negócio".
Durante o tradicional "Dia do Porco", também serão apresentados os vencedores do "Prêmio Amigo da Suinocultura Gaúcha", voltado à valorização daqueles que atuam no âmbito da política e da comunicação em favor dos produtores do Rio Grande do Sul. (Fonte: Portal do Agronegocio).
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Impulsionar o consumo de carne suína ainda é um desafio
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As pessoas gostam do sabor, mas não encontram o produto do jeito que querem. Segundo especialistas, é este o motivo de o consumo de carne suína não ser maior no Brasil. O desafio é disponibilizar diferentes opções de cortes e produtos. Por isso, supermercados de sete Estados iniciam esta semana uma campanha nacional para estimular as vendas.
"Carne de porco só na feijoada ou a linguicinha como petisco em bar ", diz o jornalista Antônio Machado.
"Eu costumo comer, normalmente, nos finais de semana ou então junto com a feijoada", afirma o cartorário André Carvalho Pereira.
Entretanto, a carne de porco não é item exclusivo da feijoada. Cortes como filé mignon, patinho e até picanha são boas opções para fugir do tradicional. É isso que quer mostrar a campanha criada para incentivar o consumo. A meta é aumentar a quantidade que o brasileiro come por ano: dos atuais 13kg para 15kg por pessoa.
A ação inicia em sete estados e vai durar três anos, com a distribuição de receitas, planfletos com informações nutricionais e o treinamento de funcionários dos supermercados. A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) pretende ainda incluir escolas, padarias, bares e restaurantes na divulgação. Tudo para mostrar que a carne suína é saudável e saborosa.
"O objetivo final desta campanha é dar ao consumidor mais opções de uso, formatos, para que ele possa adquirir essa carne suína e utilizar ela de diversas maneiras possíveis", explica o diretor da ABCS, Fabiano Coser.
O aumento do consumo vai beneficiar diretamente os criadores, como Alexandre Censi, que já está preparado para ampliar em até 50% a produção.
"O custo de investimento é alto, mas nos motiva a aumentar a produção para atender a essa demanda do mercado interno. O consumidor urbano está longe da realidade do campo, de como é produzido o suíno hoje: as técnicas envolvidas, o manejo, todo esse processo resulta em uma carne segura para ser consumida", defende Censi.
(Fonte: Canal Rural)
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