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Suinocultura
 Rússia
tira embargo ao suíno de SC
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Depois de dois anos de
embargo à carne suína catarinense, o Ministério da Agricultura
anunciou a decisão do governo russo de retomar os negócios com
SC em 1º de dezembro. Maior produtor de suínos do país, com 5,8
milhões de cabeças abatidas só neste ano, SC não exportava carne
à Rússia desde 13 de dezembro de 2005, quando foram descobertos
focos de febre aftosa no Paraná e em Mato Grosso do Sul. |
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Anunciada dia 23/11
ultimo, pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a
liberação ocorreu depois de uma missão russa ter vindo ao Brasil, em
setembro.
Com os focos de febre aftosa sob
controle, a fiscalização intensificada em frigoríficos e o anúncio
de novos métodos de emissão do certificado sanitário, as restrições
do governo russo à carne brasileira foram eliminadas. - O Brasil não
dava a devida atenção ao mercado russo.
A partir de agora, é possível dizer
que praticamente todos os problemas sanitários com a Rússia estão
resolvidos. Em Santa Catarina, a notícia foi recebida com
entusiasmo, principalmente pelo governador Luiz Henrique, um dos
envolvidos na negociação. Antes do embargo, o Estado faturava US$
700 mil por mês com a exportação de 350 toneladas de carne ao
mercado russo. O presidente da Associação Catarinense de Criadores
de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, disse que a retomada das
negociações fará o Estado retomar o posto de maior exportador. Com
as portas fechadas, a saída aos produtores foi encontrar novos
mercados.
Na visão do setor, o embargo foi uma
lição que garantiu mais independência ao Estado. Hoje, a
suinocultura catarinense negocia o produto para um total de 20
países. - A economia vai ficar aquecida com a demanda em
crescimento.
Em contrapartida, os preços ao
consumidor, inevitavelmente, irão subir - adiantou o presidente da
ACCS.
(Fonte: Diario Catarinense)
 Setor
de Suínos e Aves preocupados com falta de Milho
A retração na oferta de milho no mercado brasileiro e o atraso na safra
agrícola da commodity, em decorrência do plantio tardio, preocupam
suinocultores e as indústrias abatedouras de aves de Mato Grosso do
Sul. Tanto na suinocultura como na avicultura o milho representa
cerca de 70% do custo da ração utilizada para alimentação dos
animais. Diante da iminente escassez do grão nos próximos meses, os
setores já pensam em reduzir a produção e pedem socorro ao Governo
do Estado.
Suinocultores e representantes das indústrias processadoras de frango do
Estado reuniram-se nessa segunda-feira (03-12) com a secretária
Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Produção e Turismo) para
discutir alternativas contra a falta da matéria-prima. "Uma das
soluções seria direcionar os estoques de milho existentes em MS
exclusivamente para consumo interno, como forma de atender às
pequenas empresas e aos produtores de suínos, de aves e de ovos, que
não conseguem ter grandes estoques para enfrentar este período",
frisou Paulo Muniz, diretor presidente da indústria de aves Frango
Vit.
Hoje, os suinocultores e os abatedouros de aves, que compram milho e
fornecem a ração aos produtores de frango integrados, afirmam que os
preços cobrados pelo grão, ainda que estejam em alta, não
representam o maior problema.
"A preocupação é com a falta de milho. Mesmo com o preço elevado, deverá
faltar o produto nos próximos meses", estima Paulo Muniz, ao revelar
que a Frango Vit trabalha com estoques para atender apenas um mês.
Atualmente, o consumo mensal de milho em Mato Grosso do Sul gira em torno
de 100 mil toneladas por mês, mas os estoques disponíveis, segundo a
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab/MS), são de 25 mil
toneladas, que já estão em processo de comercialização, via leilões.
Para a safra que começa a ser colhida no próximo ano, a previsão é
de uma produção de 2,8 milhões de toneladas de milho no Estado,
enquanto o consumo interno deve se aproximar de 1,2 milhão de
toneladas no ano.
Apesar dos números da safra, a falta do produto no mercado interno foi
ocasionada pela forte demanda por milho no mercado internacional,
que elevou as exportações brasileiras do grão para 10,5 milhões de
toneladas neste ano, sendo que, inicialmente, as remessas ao
exterior eram previstas em 8 milhões de toneladas e nos anos
anteriores não passaram de 4 milhões de toneladas. De acordo com a
Conab, não deve haver desabastecimento de milho no Estado, mas a
tendência é que o preço do produto aumente ainda mais.
(Fonte: Correio do Estado)
 Agricultura
discute Sistemas de Produção de Suinos
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento
Rural promove na quinta-feira (6) audiência pública para discutir os
sistemas independente e integrado de produção de suínos,
principalmente em Santa Catarina - maior exportador brasileiro desse
tipo de carne.
A reunião foi sugerida pelo deputado Celso Maldaner (PMDB-SC). No sistema
de integração, o produtor faz contrato de entrega de produção para
determinada indústria e dela recebe os insumos (alimentos e
medicamentos) e a orientação técnica para seu trabalho. O acerto de
contas com a integradora é feito no momento da entrega dos animais
no frigorifico.
A vantagem para o produtor é a garantia de mercado para seus animais,
embora possa haver casos de retenção dos suínos nas granjas em
épocas de superoferta.
Em contrapartida, no sistema de produção independente, o produtor executa
todas as fases: cria o leitão do nascimento até o abate e não tem
nenhum vínculo com agroindústrias. Ele compra animais reprodutores e
insumos no mercado, sem fornecedor fixo. Neste caso, ele é livre
para fixar o preço de sua mercadoria.
Em épocas de grande oferta de suínos, porém, ele também encontra
dificuldades para colocar seus animais no mercado e é forçado a
reter os suínos na propriedade até conseguir comprador. Foram
convidados para a reunião: - o juiz federal da Vara Agrária de
Chapecó (SC), Ermínio Amarildo Darold; - o presidente do Sindicato
Patronal dos Avicultores de Santa Catarina, Valdemar Kovaleski; - o
presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Wolmir
de Souza; - o presidente do Sindicato da Indústria do Fumo, Iro
Schümke; - o representante da indústria de carnes de Florianópolis
Ricardo Gouveia. A reunião será realizada às 10 horas, no plenário
6.
(Fonte: Só Notícias)
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 Brasil
é o 8º maior criador de ovinos e caprinos do mundo |
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A criação de ovinos e caprinos no
Brasil vem se desenvolvendo em larga escala nos últimos anos,
comprovando as previsões de especialistas sobre o potencial
dessa atividade, especialmente no Estado de São Paulo. Pesquisa
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
demonstra que o rebanho nacional de ovinos e caprinos somava 25
milhões de cabeças há apenas três anos (2004).
Atualmente, já superam 30 milhões de cabeças. |
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Nesse ritmo, o Brasil já é o 8º maior
criador de caprinos e ovinos no mundo. A maior concentração dos
rebanhos está nas regiões Nordeste, com cerca de 50% dos ovinos
e 90% dos caprinos. De acordo com Arnaldo dos Santos, presidente
da Associação Paulista de Criadores de Ovinos, São Paulo é o
Estado onde a atividade mais cresce no País, especialmente |
| no segmento de animais de elite,
mostrando sua vocação e potencialidade da produção animal.
Atualmente, o rebanho de ovinos em São Paulo é estimado em 365
mil cabeças.
Os surpreendentes números da atividade despertam cada vez mais o
interesse de empresários de fora do agronegócio, atraídos pelo
retorno financeiro e pelas opções de investimentos oferecidas.
Assim, ganham espaço os chamados parceiros investidores. "As
oportunidades estão aí. A caprino-ovinocultura é um excelente
negócio e o retorno vem muito rápido. O Brasil importa grande
parte da carne de cordeiro consumida no País. Somente em São
Paulo, há déficit de mais de 3 milhões de cabeças para atender à
demanda por carne de ovinos, que não chega a 1 kg por
habitante/ano. Imagine se esse consumo dobrar? Está aí um
investimento seguro e rentável", ressalta Décio Ribeiro dos
Santos, diretor do Agrocentro, empresa promotora da 4ª Feira
Internacional de Caprinos e Ovinos (Feinco), maior exposição de
caprino-ovinocultura da América Latina, de 13 e 17 de março, no
Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP).
O evento, que acompanha o crescimento da atividade no País e trabalha
para oferecer ferramentas para os investidores deste mercado em
expansão, deve reunir mais de 4 mil animais de criadores vindos
de todas as regiões do Brasil, que vêm à capital paulista em
busca de informações, troca de experiências e boas oportunidades
de negócio.
"Uma clara vantagem da criação de caprinos e ovinos em comparação à
pecuária de corte, por exemplo, é o maior retorno de quilos de
carne por hectare em um menor espaço de tempo. Em um mesmo
hectare, pode-se produzir, por ano, em torno de 500 kg de peso
vivo de cordeiro. Porém, se a mesma área receber bovinos, a
produção será de apenas 150 kg de peso vivo", explica o diretor
do Agrocentro.
Vicente Ribeiro, presidente da Capripaulo (Associação Paulista
dos Criadores de Caprinos), faz coro ao potencial da
caprino-ovinocultura, particularmente em São Paulo. "Temos tudo
para crescer, mas é preciso muito trabalho nos próximos dez anos
para profissionalizar a atividade e estruturar melhor o mercado
produtivo, além de estimular o consumo", assinala Vicente
Ribeiro.
(Fonte: A Gazeta (MT)/Terra & Criação) |
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