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26/01/08

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O que une as coisas é o amor, o que as separa é a disputa
(J.Gaarder)

 

 

 

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Suinocultura
 

Rússia tira embargo ao suíno de SC
 

  Depois de dois anos de embargo à carne suína catarinense, o Ministério da Agricultura anunciou a decisão do governo russo de retomar os negócios com SC em 1º de dezembro. Maior produtor de suínos do país, com 5,8 milhões de cabeças abatidas só neste ano, SC não exportava carne à Rússia desde 13 de dezembro de 2005, quando foram descobertos focos de febre aftosa no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

  Anunciada dia 23/11 ultimo, pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a liberação ocorreu depois de uma missão russa ter vindo ao Brasil, em setembro.
  Com os focos de febre aftosa sob controle, a fiscalização intensificada em frigoríficos e o anúncio de novos métodos de emissão do certificado sanitário, as restrições do governo russo à carne brasileira foram eliminadas. - O Brasil não dava a devida atenção ao mercado russo.
  A partir de agora, é possível dizer que praticamente todos os problemas sanitários com a Rússia estão resolvidos. Em Santa Catarina, a notícia foi recebida com entusiasmo, principalmente pelo governador Luiz Henrique, um dos envolvidos na negociação. Antes do embargo, o Estado faturava US$ 700 mil por mês com a exportação de 350 toneladas de carne ao mercado russo. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, disse que a retomada das negociações fará o Estado retomar o posto de maior exportador. Com as portas fechadas, a saída aos produtores foi encontrar novos mercados.
  Na visão do setor, o embargo foi uma lição que garantiu mais independência ao Estado. Hoje, a suinocultura catarinense negocia o produto para um total de 20 países. - A economia vai ficar aquecida com a demanda em crescimento.
  Em contrapartida, os preços ao consumidor, inevitavelmente, irão subir - adiantou o presidente da ACCS.
(Fonte: Diario Catarinense)
 

Setor de Suínos e Aves preocupados com falta de Milho

  A retração na oferta de milho no mercado brasileiro e o atraso na safra agrícola da commodity, em decorrência do plantio tardio, preocupam suinocultores e as indústrias abatedouras de aves de Mato Grosso do Sul. Tanto na suinocultura como na avicultura o milho representa cerca de 70% do custo da ração utilizada para alimentação dos animais. Diante da iminente escassez do grão nos próximos meses, os setores já pensam em reduzir a produção e pedem socorro ao Governo do Estado.
  Suinocultores e representantes das indústrias processadoras de frango do Estado reuniram-se nessa segunda-feira (03-12) com a secretária Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Produção e Turismo) para discutir alternativas contra a falta da matéria-prima. "Uma das soluções seria direcionar os estoques de milho existentes em MS exclusivamente para consumo interno, como forma de atender às pequenas empresas e aos produtores de suínos, de aves e de ovos, que não conseguem ter grandes estoques para enfrentar este período", frisou Paulo Muniz, diretor presidente da indústria de aves Frango Vit.
  Hoje, os suinocultores e os abatedouros de aves, que compram milho e fornecem a ração aos produtores de frango integrados, afirmam que os preços cobrados pelo grão, ainda que estejam em alta, não representam o maior problema.
  "A preocupação é com a falta de milho. Mesmo com o preço elevado, deverá faltar o produto nos próximos meses", estima Paulo Muniz, ao revelar que a Frango Vit trabalha com estoques para atender apenas um mês.
  Atualmente, o consumo mensal de milho em Mato Grosso do Sul gira em torno de 100 mil toneladas por mês, mas os estoques disponíveis, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab/MS), são de 25 mil toneladas, que já estão em processo de comercialização, via leilões. Para a safra que começa a ser colhida no próximo ano, a previsão é de uma produção de 2,8 milhões de toneladas de milho no Estado, enquanto o consumo interno deve se aproximar de 1,2 milhão de toneladas no ano.
  Apesar dos números da safra, a falta do produto no mercado interno foi ocasionada pela forte demanda por milho no mercado internacional, que elevou as exportações brasileiras do grão para 10,5 milhões de toneladas neste ano, sendo que, inicialmente, as remessas ao exterior eram previstas em 8 milhões de toneladas e nos anos anteriores não passaram de 4 milhões de toneladas. De acordo com a Conab, não deve haver desabastecimento de milho no Estado, mas a tendência é que o preço do produto aumente ainda mais.
(Fonte: Correio do Estado)

  

Agricultura discute Sistemas de Produção de Suinos

  A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural promove na quinta-feira (6) audiência pública para discutir os sistemas independente e integrado de produção de suínos, principalmente em Santa Catarina - maior exportador brasileiro desse tipo de carne.
  A reunião foi sugerida pelo deputado Celso Maldaner (PMDB-SC). No sistema de integração, o produtor faz contrato de entrega de produção para determinada indústria e dela recebe os insumos (alimentos e medicamentos) e a orientação técnica para seu trabalho. O acerto de contas com a integradora é feito no momento da entrega dos animais no frigorifico.
  A vantagem para o produtor é a garantia de mercado para seus animais, embora possa haver casos de retenção dos suínos nas granjas em épocas de superoferta.
  Em contrapartida, no sistema de produção independente, o produtor executa todas as fases: cria o leitão do nascimento até o abate e não tem nenhum vínculo com agroindústrias. Ele compra animais reprodutores e insumos no mercado, sem fornecedor fixo. Neste caso, ele é livre para fixar o preço de sua mercadoria.
  Em épocas de grande oferta de suínos, porém, ele também encontra dificuldades para colocar seus animais no mercado e é forçado a reter os suínos na propriedade até conseguir comprador. Foram convidados para a reunião: - o juiz federal da Vara Agrária de Chapecó (SC), Ermínio Amarildo Darold; - o presidente do Sindicato Patronal dos Avicultores de Santa Catarina, Valdemar Kovaleski; - o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Wolmir de Souza; - o presidente do Sindicato da Indústria do Fumo, Iro Schümke; - o representante da indústria de carnes de Florianópolis Ricardo Gouveia. A reunião será realizada às 10 horas, no plenário 6.
(Fonte: Só Notícias)
 

Brasil é o 8º maior criador de ovinos e caprinos do mundo

  A criação de ovinos e caprinos no Brasil vem se desenvolvendo em larga escala nos últimos anos, comprovando as previsões de especialistas sobre o potencial dessa atividade, especialmente no Estado de São Paulo. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstra que o rebanho nacional de ovinos e caprinos somava 25 milhões de cabeças há apenas três anos (2004).
  Atualmente, já superam 30 milhões de cabeças.

  Nesse ritmo, o Brasil já é o 8º maior criador de caprinos e ovinos no mundo. A maior concentração dos rebanhos está nas regiões Nordeste, com cerca de 50% dos ovinos e 90% dos caprinos. De acordo com Arnaldo dos Santos, presidente da Associação Paulista de Criadores de Ovinos, São Paulo é o Estado onde a atividade mais cresce no País, especialmente

no segmento de animais de elite, mostrando sua vocação e potencialidade da produção animal. Atualmente, o rebanho de ovinos em São Paulo é estimado em 365 mil cabeças.

  Os surpreendentes números da atividade despertam cada vez mais o interesse de empresários de fora do agronegócio, atraídos pelo retorno financeiro e pelas opções de investimentos oferecidas. Assim, ganham espaço os chamados parceiros investidores. "As oportunidades estão aí. A caprino-ovinocultura é um excelente negócio e o retorno vem muito rápido. O Brasil importa grande parte da carne de cordeiro consumida no País. Somente em São Paulo, há déficit de mais de 3 milhões de cabeças para atender à demanda por carne de ovinos, que não chega a 1 kg por habitante/ano. Imagine se esse consumo dobrar? Está aí um investimento seguro e rentável", ressalta Décio Ribeiro dos Santos, diretor do Agrocentro, empresa promotora da 4ª Feira Internacional de Caprinos e Ovinos (Feinco), maior exposição de caprino-ovinocultura da América Latina, de 13 e 17 de março, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP).
  O evento, que acompanha o crescimento da atividade no País e trabalha para oferecer ferramentas para os investidores deste mercado em expansão, deve reunir mais de 4 mil animais de criadores vindos de todas as regiões do Brasil, que vêm à capital paulista em busca de informações, troca de experiências e boas oportunidades de negócio.
  "Uma clara vantagem da criação de caprinos e ovinos em comparação à pecuária de corte, por exemplo, é o maior retorno de quilos de carne por hectare em um menor espaço de tempo. Em um mesmo hectare, pode-se produzir, por ano, em torno de 500 kg de peso vivo de cordeiro. Porém, se a mesma área receber bovinos, a produção será de apenas 150 kg de peso vivo", explica o diretor do Agrocentro.

  Vicente Ribeiro, presidente da Capripaulo (Associação Paulista dos Criadores de Caprinos), faz coro ao potencial da caprino-ovinocultura, particularmente em São Paulo. "Temos tudo para crescer, mas é preciso muito trabalho nos próximos dez anos para profissionalizar a atividade e estruturar melhor o mercado produtivo, além de estimular o consumo", assinala Vicente Ribeiro.
(Fonte: A Gazeta (MT)/Terra & Criação)

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