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25/08/10

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"Tudo que é bom, dura o necessário para que seja inesquecivel."

  (Autor Desconhecido)

 
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Opinião

Bom senso em gestão

Por Marcelo Gonçalves*

       É relativamente fácil aferir o bom desempenho financeiro de uma empresa. Já o chamado patrimônio intelectual, que também tem um valor enorme, é muito difícil de ser mensurado.
     Desse patrimônio, faz parte a reputação de uma empresa perante a opinião pública. A história empresarial é repleta de exemplos de decisões equivocadas, que destruíram boa parte do valor das empresas, obrigando-as a um esforço enorme para se reabilitarem.
     Um dos casos mais conhecidos é o da indústria de material desportivo Nike. Em 1997, grupos civis norte-americanos denunciaram que a empresa se beneficiava com o uso de mão-de-obra barata de países em vias de desenvolvimento. As alegações iam desde o pagamento de salários miseráveis até a utilização de trabalho infantil. A Nike reagiu às críticas ligando-se ao Apparel Industry Partnership, um novo grupo empresarial constituído por fabricantes de roupa, e adotou um código de conduta que deveria ser seguido pelos seus fornecedores de todas as partes do mundo.
     Poucas foram as fábricas da Indonésia e do Camboja que se mostraram dispostas a adequar seus métodos aos novos procedimentos padrão. A elas, a Nike apresentou o “cartão vermelho” – e tratou de buscar parceiros menos vulneráveis a críticas. Foram necessários anos de reconstrução de imagem. Ainda assim, volta e meia, a história é ressuscitada, impondo a necessidade de se justificar perante o público e rebater as acusações.
     Recentemente, a Oracle perdeu muitos pontos ao processar o Google pelo uso do Java no Android. A alegação é que houve quebra de patente, mas não se trata de um caso clássico do gênero. A verdade é que a Oracle comprou a Sun, desenvolvedora do Java, e o Google desenvolveu a Davilk, que é uma espécie de máquina Java vitual, cuja finalidade é facilitar a execução de aplicativos em bytecode. Mas o Google fez isso por meio de um processo chamado “sala limpa”, ou seja: desenvolveu a plataforma do zero, o que enfraquece o argumento da Oracle em relação à quebra de patente.
     A polêmica promete se arrastar na Corte americana. Enquanto isso, a comunidade engajada na seara tecnológica se coloca majoritariamente a favor do Google. Para a Oracle, o futuro parece reservar dois prejuízos: um processo judicial custoso e a necessidade de investir pesadamente na recuperação da imagem de “empresa aberta e amiga”.
     Mas talvez o caso mais emblemático de decisão desastrosa seja o da British Petroleum, que acaba de protagonizar um gravíssimo caso de acidente ambiental. Conforme apurações da imprensa, o vazamento de óleo no Golfo do México, que durou quase três meses e ocasionou prejuízos ambientais ainda incalculáveis, teria sido evitado com medidas de segurança simples, como o uso de múltiplas barreiras e a adoção dos chamados ‘sistemas redundantes’, que permitem um melhor acompanhamento da pressão nos poços. Tais medidas teriam sido abandonadas pela BP em nome da ‘redução de custo’, segundo noticiou o Financial Times.
     Agora, a BP arcará com enormes ônus em multas e indenizações, sofrerá o distanciamento de parceiros nos negócios e terá sua imagem enxovalhada durante anos. Ou seja: os prejuízos serão incomparavelmente maiores do que teriam sido os gastos com segurança.
     Por tudo isso, a gestão de uma empresa deve ser feita de maneira ampla e inteligente. Não se deve dar atenção a somente um dos aspectos — por exemplo, a redução de custo. Fundamental é contemplar a diversidade de respostas que a sociedade espera de todas as instituições, o que inclui as organizações empresariais. Não há mais espaço para pequenas economias e atitudes mesquinhas. Claro que a empresa pode e deve preservar seus interesses, mas nunca pode menosprezar a importância da opinião pública. Encontrar o ponto de equilíbrio é o segredo para uma gestão bem sucedida.

     *Marcelo Gonçalves é sócio-diretor da BDO, quinta maior rede mundial de auditoria, tributos e advisory services.


 

A Síndrome da Urgência

        Em nossa vida temos funções diversas e, de acordo com Stephen R. Covey, essas atividades podem ser relacionadas no que chamamos de Matriz do Tempo. É necessário estarmos alertas para não concentrarmos energia demais nas atividades que se encontram na parte debaixo da Matriz do Tempo, tentando sempre viver acima da linha. A linha entre a urgência e a importância é tênue e um check-up diário das ações que precisam ser realizadas ajuda a identificar as prioridades e a distinguir o importante do urgente.

      Na hora que a demanda aumenta, você se vê em meio a muitas urgências e percebe que ainda não fez o que realmente precisava fazer. Nesse momento pare tudo, respire e tire os “empecilhos” da frente. Concentre-se no que realmente não pode ficar para depois. Esse é um exercício de resistência e exige controle e disciplina para alcançar sucesso em conseguir focar no que é importante. Claro, que no meio de tanta organização aparecem situações que precisam ser colocadas na frente, pois se tornam importantes, como uma urgência médica pessoal ou familiar.

      Quem tem disciplina tem liberdade. E o planejamento é o principal parceiro do homem livre. Por isso priorizar as tarefas com uma lista baseada nos quadrantes da Matriz do Tempo pode solucionar problemas de organização e, principalmente, das queixas de falta de tempo. Para atingir os objetivos pretendidos, como entregar trabalhos nos prazos e ainda conseguir tempo para administrar a vida pessoal, concentre-se nas prioridades e utilize a matriz como sua aliada. A princípio pode parecer complicado, mas garanto que é um exercício libertador e é um diferencial para uma carreira de sucesso.

      Como não é possível deixar as interrupções de lado, coloque um espaço no seu planejamento para elas. Adote uma ferramenta para isso, como uma planilha de Excel ou uma agenda de papel. Escolha a forma que seja melhor ao seu estilo de vida. Se você está trabalhando e um colega vem lhe solicitar algo uma vez, talvez seja possível atender. Mas se a interrupção é constante, estabeleça um horário para retornar esse e outros pedidos que dispersam sua rotina. Quando se lembrar de algo que é urgente enquanto realiza uma tarefa importante, coloque nessa lista e execute, mas no tempo certo.

      É possível utilizar o mesmo conceito, por exemplo, quando seu gestor pede um trabalho e, minutos depois pede outra tarefa sem que você tenha terminado a primeira. Nesse momento, foque na prioridade e faça questionamento simples: “estou finalizando agora o primeiro projeto pedido. Eu paro e inicio esse novo, ou termino aquele? Qual a prioridade?” Assim, você não se sobrecarrega e faz o outro também começar a diferenciar o que é importante de urgente. É um exercício conjunto que só traz benefícios para os dois lados. Seu superior sentirá a diferença, pois a tendência é a produtividade subir em padrões notáveis.

      Os ganhos em tomar atitudes que podem parecer radicais, são notados em curto espaço de tempo: mais resultados, menos estresse. A produtividade duplica e o cansaço diminui. Sobra tempo até para incluir uma atividade física no dia a dia, que será muito menos conturbado. Faça a experiência e, se não conseguiu hoje, insista e tente de novo, até conseguir. Depois faça um balanço e compare sua vida de hoje com a de antes de planejar. Garanto que os ganhos serão inevitáveis. “Viva acima da linha” e Boa sorte!

      *Paulo Kretly é presidente da FranklinCovey Brasil (www.franklincovey.com.br), e autor dos livros Figura de Transição e Deixe um Legado. Reconhecido palestrante em liderança, gestão e produtividade pessoal e interpessoal e especialista em gerenciamento do tempo, vem cativando milhares de pessoas e organizações que o procuram com o desejo de manter suas vidas pessoal e profissional equilibradas.


 

Setor de Avicultura em Crescimento no Brasil

        O panorama econômico mundial tem colocado o segmento de avicultura em um cenário bastante positivo no Brasil. O País tem potencial para ser o pólo produtor do mundo em razão das condições favoráveis de clima, área, mão de obra, condições de biosseguridade e capacidade empreendedora para projetos avícolas.
      Tanto o mercado interno quanto o externo estão aquecidos. Hoje, cada brasileiro consome 40 quilos de carne por ano. O objetivo é fazer com que este consumo aumente em torno de 3% nos próximos anos. De acordo com a Ubabef – União Brasileira de Avicultura -, há perspectiva de que o país produza este ano em torno de 11,5 milhões de toneladas de frango. Deste montante, 3,7 milhões de toneladas devem ser exportadas.
      Só em maio deste ano, o Brasil embarcou 322 mil toneladas da carne, o que representa um faturamento de US$ 563,6 milhões. Um incremento de 6%, se comparado ao mesmo período em 2009. A maior receita da exportação nacional é alavancada pela venda de cortes de frango. Em seguida, aparece o comércio de frango inteiro, o produto industrializado e a carne salgada. A produção de pintos também deve ampliar sua produção que pode chegar a 5% nos próximos anos, caso haja aumento de alojamento de pintos. No primeiro semestre deste ano, o país registrou 2,9 bilhões de pintos alojados, um avanço de 10,5% comparado ao ano anterior.
      De olho na Ásia - O Brasil está aproveitando a retração no consumo da Europa e Estados Unidos para focar, em especial, nos países asiáticos. De acordo com a consultoria em agronegócios Safras & Mercado, a exportação de frango brasileiro para a China deve subir 757% por mês até 2011. Um salto médio de sete mil toneladas do produto, atualmente embarcado por mês via Hong Kong, para até 60 mil toneladas. Outros mercados emergentes que o Brasil aposta em aumento nas exportações são: Ásia, Oriente Médio, África, Japão, Venezuela, Uruguai e Chile.
      Mercado de rações no Brasil – O Brasil é o terceiro maior produtor de ração. Os Estados Unidos e a China ocupam respectivamente a primeira e a segunda posição. Para este ano, de acordo com o Sindirações – Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – estima-se uma produção de ração nacional de 62,4 milhões de toneladas, um incremento de 6,85% se comparado ao volume de 2009. Deste montante, 33,39 milhões de toneladas serão destinadas à avicultura. Apesar de todo este otimismo, o mercado externo exige certa cautela, uma vez que é diretamente influenciado pela taxa cambial.

      João Carlos de Angelo
      Gerente de formulação e de produtos para avicultura da Guabi


 


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