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01/02/2012

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Historia

 

      
Morador de Viradouro recebe homenagem do presidente da França

       O Coronel Professor Luís Gonzaga de Freitas, é morador da cidade de Viradouro há 10 anos e foi professor na Escola Odulfo de Oliveira Guimarães nos anos 50.

       No dia 28 de setembro de 2011, a Polícia Militar do Estado de São Paulo celebrou a solenidade de outorga da Ordem Nacional da Legião de Honra, em grau Cavaleiro, a esse ilustre morador de Viradouro, o Prof. Luiz Gonzaga de Freitas, o Coronel “Francesinho”.

       Por concessão do Presidente da República Francesa, Nicolas Sarkozy, o Cônsul Geral da França em São Paulo, Sylvain Itté, fez a outorga de tal honraria.

       A Solenidade aconteceu na Academia de Polícia Militar do Barro Branco da qual o Prof. Luiz Gonzaga de Freitas foi instrutor por muitos anos, sendo presidida por Antonio Ferreira Pinto, Secretário de Estado da Segurança Pública e com a presença de várias autoridades.

       A condecoração da Ordem Nacional da Legião de Honra foi concedida a um grupo dotado das mais altas virtudes civis ou militares, no topo dos quais todos colocam a honra de servir. Servir ao seu país.

       Napoleão Bonaparte criou a Legião de Honra, em 20 de maio de 1802. Para representá-la, escolheu uma fita de um vermelho escarlate e uma cruz de cinco pontas cujo brilho e honras jamais foram modificados.

       O Coronel Francesinho como ficou conhecido disse que se sentiu honrado com a homenagem e que são poucas pessoas, poucos estrangeiros a quem essa honraria é concedida na França. “Eu vivi boa parte da minha vida na policia militar como professor de francês, então eles julgaram que eu merecia ser homenageado pela França por ter trabalhado em função da França e ter contribuído bastante para a amizade da França com a Policia Militar e pela policia militar ter sido fundada por uma missão francesa. Desde aquela época e até hoje são mandados vários oficiais para fazerem cursos lá, e eu fiquei muito tempo na França pela missão francesa”, disse Gonzaga.

       Ele conta que os oficiais e coronéis de hoje, foram na maioria todos seus alunos quando eram jovens. Como o cônsul freqüenta muito a policia militar, então eles propuseram que Gonzaga recebesse essa medalha. “Foi uma emoção muito grande rever meus antigos alunos que agora aparecem como Coronéis e Oficiais, também o secretário de segurança publica que foi meu aluno, e uma porção de outros ex-alunos, como os desembargadores, oficiais de justiça, que lá estiveram e foram meus alunos lá na PM mesmo. Além dos mais antigos, alguns já na reserva, todos fizeram uma festa muito bonita e que me deixou muito feliz”.

 

      
No meu tempo era assim

       Qualquer pessoa que passou dos quarenta anos sabe disso. Como quem está bem acima dessa idade, sou obrigado a começar o texto falando que, no meu tempo, todos nós, adolescentes, começávamos a trabalhar aos doze, treze anos de idade.

      Tudo era diferente, e não é difícil mostrarmos isso. As férias eram usadas para descanso, cinemas para alguns, brincadeiras das ruas para todos, futebol, soltar papagaios que hoje mudaram de nome e de função; viraram instrumentos de competição, onde o cerol, apesar de proibido, virou arma e responsável por acidentes sérios.

       Os nossos heróis eram menos poderosos que os atuais, criados e mantidos por multinacionais do entretenimento. Curtíamos a infância, mesmo sabendo que aos doze anos teríamos a “carteira de menor”, que abria as oportunidades no mercado de trabalho. Aos dezoito anos, era uma luta para se fugir do Serviço Militar obrigatório. Hoje, milhares de jovens se apresentam, dispostos a servir nas Forças Armadas, e encontrar ali a oportunidade de emprego. E são dispensados.

       Como se vê, tudo mudou. Com a criação do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, o jovem fica impedido de trabalhar, e isso virou justificativa para a nossa realidade. O jovem pratica delitos, e é protegido. O jovem não trabalha, e culpa-se o ECA. O Poder Público finge que protege, o jovem finge que é protegido, a família finge que está tudo bem, e cresce a bolha da mentira.

      No mercado de trabalho não é novidade para ninguém que, após os quarenta anos, muitos trabalhadores são banidos, considerados “velhos”. Ou se adaptam aos novos métodos, fazem cursos de reciclagem profissional, ou caem no desemprego. E, como muita gente nessa idade está há muito tempo longe dos bancos escolares, a situação fica ainda mais complicada.

       Por outro lado também sabemos que, se todos os jovens - ora protegidos pelo ECA - pleiteassem uma vaga no mercado de trabalho, reduziriam ainda mais as oportunidades para o pessoal acima dos quarenta anos, e agravaria ainda mais a situação.

       Não bastassem a falta de oportunidades e a falta de pessoal técnico devidamente especializado, ainda enfrentamos a competição de produtos chineses, muitos deles fabricados em regime de quase escravidão. Produtos muitas vezes considerados descartáveis, que chegam a preços irrisórios, agravando um quadro que nos coloca em uma única posição, a de um país prestes a sofrer contínuas derrotas no mercado internacional.

       Apesar desse quadro, vamos sendo iludidos, ou seja, fala-se uma coisa, e pratica-se outra. Justifica-se o fato do jovem não poder trabalhar, culpando-se o ECA. Mas, na verdade, o que sabemos é que não dispomos de vagas para esses jovens, e, de falácia em falácia, vamos nos enganando, ou nos deixando enganar.

      Vitor Sapienza é deputado estadual (PPS), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informação, ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, economista e agente fiscal de rendas aposentado. Acesse: www.vitorsapienza.com.br

 

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