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31/05/2010

Bem-vindo ao Stilo Rural

"Tudo que é bom, dura o necessário para que seja inesquecivel

(Autor desconhecido)

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“Sindicato Rural pode entrar com ação, pedindo suspensão do recolhimento do FUNRURAL
 

           Conforme o presidente do Sindicato Rural de Bebedouro, Dr. Jose Osvaldo Junqueira Franco, “o sindicato tem sido procurado por um grande numero de produtores querendo esclarecimentos a respeito do Funrural. Nós estamos estudando o assunto e vamos entrar com uma ação pedindo a suspensão do recolhimento do Funrural sob a produção de 2,1% que são recolhidos quando o produtor vende o seu produto”.
      No entanto essa decisão é ainda objeto de algumas duvidas daí a importância do Sindicato estar realizando um ciclo de palestras para maiores esclarecimentos, pois não se sabe se, obtida a liminar para suspensão do recolhimento, o produtor não será no futuro cobrado sobre o que deixou de recolher com multa e juros ou se ele terá de recolher na folha de pagamento, como é feita na área urbana. Essas dúvidas deverão ser esclarecidas com essas palestras com especialistas.
       Na próxima terça-feira dia 22, na rua Nossa Senhora de Fátima no. 1287 o Sindicato Rural promoverá um ciclo de palestras em parceria com o escritório Brasil Salomão e Matthes Advocacia de Ribeirão Preto com os advogados: Dr. João Henrique Gonçalves Domingos, Dr.Marcelo Brachini, Dr. Guilherme Villela e Dr.João Bosco da Nóbrega Cunha.
       Conforme o presidente do Sindicato Dr. Jose Osvaldo Junqueira Franco, “são especialistas no assunto e trarão esclarecimentos que tem trazido grande preocupação ao produtor rural. São aspectos jurídicos importantes relacionados a atividade rural, como por exemplo a “Inconstitucionalidade do Funrural”, “A aposentadoria do Produtor Rural”, “Aspectos Jurídicos do Contrato de Parceria Agrícola e Arrendamento Rural” e “Implicações Ambientais na Atividade Rural”.
      Esse tema relacionado as implicações ambientais na atividade rural, tem trazido grandes preocupações quanto as influencias disso na atividade produtiva rural. Esse ciclo de palestras vai trazer uma contribuição muito grande para esclarecimento de dúvidas e fica aberto a todos os produtores, não somente aos sócios do sindicato.
      Quanto ao FUNRURAL, por entenderem que é inconstitucional a forma que é paga, o presidente finaliza dizendo “vamos entrar com a ação, e obtendo a liminar colocaremos a disposição de cada associado para ter sua decisão própria, se compensa pedir a suspensão, depositar em juízo o que seria recolhido ou se compensa continuar recolhendo conforme está prevista na lei que é vigente para todos os produtores sem a liminar”, diz Dr.Jose Osvaldo.


 

“Agroindustria Campania in Brasile 2010” é lançado no Circolo Italiano
 

           Projeto promove Região da Campânia e facilita a entrada de produtos alimentícios no mercado brasileiro.

      Aconteceu ontem (07/06), no Circolo Italiano, o lançamento do projeto “Agroindustria Campania in Brasile 2010”. Participaram do evento o Presidente da Valisannio, Dr. Costanzo Jannotti Pecci; o Presidente da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura de São Paulo, Dr. Edoardo Pollastri; e o Diretor do Instituto Nacional para Comércio Exterior da Itália, Dr. Giovanni Sacchi, além de outras autoridades italianas. O projeto promove a região da Campania e facilita a entrada de produtos alimenticios no mercado brasileiro.
      Realizado pela Valisannio, empresa vinculada à Câmara de Comércio de Benevento, o “Agroindustria Campania in Brasile 2010” é resultado de um posicionamento estratégico do Governo Regional da Campânia com o objetivo de promover e valorizar a excelência dos produtos alimentícios típicos da região fértil e de ótimo clima situada no sul da Itália. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado pelo Observatório de Competências, núcleo que mapeou as competências desenvolvidas na Campânia buscando a valorização e especialização do território. Paralelo à esta análise, foram selecionados alguns mercados do setor agroindustrial considerados estratégicos para o produto campano. Na América do Sul o mercado brasileiro foi o escolhido devido ao crescimento da economia do país e, principalmente, à enorme aceitação do conceito da Dieta Mediterrânea, comprovadamente uma das dietas mais saudáveis no mundo. “O Brasil é considerado peça-chave neste projeto. Além do crescimento do país, temos aqui uma das maiores comunidades italianas do mundo: cerca 30 milhões de italianos e descendentes que, através dos produtos de alta qualidade da Campânia, se identificam com sua cultura de origem e contribuem para o avanço comercial do país”, ressalta o Dr. Costanzo Jannotti Pecci.
       Para o lançamento do projeto, foram selecionadas empresas campanas de maior destaque nas exportações e no setor agroindustrial que estarão presentes na Fispal Food Service 2010, feira internacional de produtos e serviços que acontece de 07 a 10 de junho no Anhembi, em São Paulo. São elas: Besana Group SpA (amêndoas e nozes); CODAP - Cola Dairy Products SpA (leite de amêndoas); Pastificio Baronia SpA (massas); Pastificio Garofalo SpA (massas); Oleificio Basso Fedele & Figli srl (azeite de oliva); La Doria SpA (conservas alimentares) e Strega Alberti Benevento SpA (licores).
       A inclusão das empresas campanas na Food Service 2010 é apenas uma das inciativas do projeto “Agroindustria Campania in Brasile 2010” para facilitar a entrada de produtos campanos no mercado brasileiro. O projeto realizado no âmbito do Programa “La tua Campania cresce in Europai” prevê ainda a realização de diversas ações promocionais dos produtos típicos campanos. A próxima iniciativa prevista no projeto pretende levar empresas e jornalistas brasileiros à feiras e eventos na Itália afim de estreitar cada vez mais o vínculo entre os dois países.


 

Como o representante do citricultor brasileiro vê a fusão Citrosuco x Citrovita
 

            Flavio Pinto Viegas, presidente da Associtrus- Associação dos Citricultores, nos fala como vê essa união da  Citrosuco, do Grupo Fischer, e Citrovita, do Grupo Votorantim, e sua viagem a Brasília.. As duas companhias anunciaram no ultimo dia 14, a criação de uma nova empresa formada pelos ativos das duas, com sete fábricas, oito terminais e cinco navios, além de pomares, no Brasil e no exterior. “Estamos vendo com preocupação porque essa é mais uma etapa do processo de cartelização, concentração, que vem na citricultura há mais de 20 anos, com grande prejuízo para os citricultores, municípios citrícolas e para a economia do Estado e do País.
            Pelos laços familiares já se imaginava que isso um dia poderia acontecer. Em meados de 2000, Ricardo Ermírio assumindo a presidência da Citrosuco, em seguida houve uma reação da Cutrale que forçou a demissão e de uma certa forma, impediu que essa fusão ocorresse naquela época.
            Em Brasília, acredita o presidente da Associtrus que internamente pelos concorrentes do setor foi aceita essa fusão mas “vai enfrentar grandes dificuldades, vamos registrar com veemência junto ao Cade contra essa operação e principalmente tentar evitar como aconteceu da Cargill, sem nenhuma restrição.  Achamos também que essa fusão vai encontrar dificuldades no exterior. Eles dizem que vão apresentar essa proposta ao Cade da Europa e Estados Unidos e tenho sérias dúvidas que essa operação seja aprovada lá fora e aqui no Brasil também poderão encontrar grandes dificuldades”.

            “A questão é complexa e acreditava-se que iam encontrar reações muito mais fortes por parte dos citricultores americanos através de suas associações, em relação a essa fusão e não houve e muito menos dos eventuais concorrentes. Tem-se a impressão até que chegaram a algum acordo . A remuneração dos citricultores americanos dos brasileiros é muito diferente, tendo margens de lucros enquanto temos a impressão que no Brasil estamos subsidiando os citricultores americanos, através das industrias brasileiras e isso que esta evitando o conflito lá também,” afirma Flavio.
            O negócio, que deverá ser concluído em um prazo de nove meses, depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Mas, no mercado, causas e efeitos da integração são mais ou menos conhecidos há tempos.
           De outro lado, em entrevista na Isto  é,  Carlos Viacava, que ocupa o cargo há menos de dois meses viu seu desafio aumentar radicalmente  “a Cutrale sempre olhou os concorrentes do alto de seu poderio de fogo e agora, pela primeira vez em sua história, terá que se preparar para uma disputa acirrada. Por isso, chegou a hora de apostar em novas estratégias e Viacava deu indícios do que pode vir por aí. “Precisamos ter um mercado interno mais forte e reduzir a dependência do Exterior. É no que acredito e acho que a Cutrale tem que trabalhar com essa visão”, diz. “Devemos plantar mais laranjas e incentivar o consumo do suco no País, que não é baixo, mas inferior ao dos Estados Unidos, por exemplo.” O consumo per capita da bebida no País é de dez litros por ano, enquanto os americanos, grandes consumidores, bebem 16 litros por ano.
            Embora o Brasil domine o negócio do suco de laranja concentrado, respondendo por 80% da produção mundial, que hoje é superior a um milhão de toneladas por ano, a Cutrale direciona apenas 3% do seu volume de produção para o mercado interno. O pouco que é vendido aqui é fornecido para indústrias de bebidas, como a Coca-Cola, que, segundo Maurício Mendes, presidente da consultoria AgraFNP,  domina o segmento de sucos prontos com as marcas Del Valle, Suco Mais e Kapo.”


Repercussão sobre a nova liderança no setor de suco
 
           Conforme informações do Valor Econômico, “o seleto grupo das "cinco Cs", que consolidou seu domínio sobre as exportações mundiais de suco de laranja na década de 90, foi reduzido a apenas três. A Cargill já havia saído desse mercado no Brasil em 2004, e agora os grupos Votorantim e Fischer confirmaram as expectativas e anunciaram a fusão das operações no segmento, onde atuam por meio de Citrovita e Citrosuco, respectivamente.
           Mais do que uma estratégia de ataque para eventuais expansões, o negócio pode ser encarado como um movimento defensivo, tendo em vista a tendência de concentração na distribuição e no varejo, a retração da demanda internacional pelo produto, o aumento dos custos de transporte e as dificuldades em garantir a expansão da oferta de matéria-prima de qualidade, seja através de investimentos em fazendas próprias ou com fornecedores terceirizados.
           Juntas, Citrosuco e Citrovita terão faturamento total da ordem de R$ 2 bilhões, cujo controle será dividido em partes iguais, terá operações concentradas em São Paulo, que reúne o maior parque citrícola do planeta, e um braço operacional na Flórida, segundo maior polo global do segmento e assumirão a liderança do segmento, posto há décadas ocupados pela Cutrale. Como a rival é a Louis Dreyfus,  que no passado incorporou a Coinbra, que completava o time das "cinco Cs", e segue no mercado.
Como está o preço da laranja hoje
 

                “Continuamos a lutar pelo melhor preço”, diz o presidente da Associtrus Flavio Pinto Viegas, “esse ano houve uma reação dos preços, praticamente dobraram mas esses preços de hoje, simplesmente cobrem os custos, mas não tem margem para cobrir o acumulo de endividamento acumulado nos últimos anos de atuação do cartel . Nós estávamos com os preços extremamente defasados , hoje toda safra está comercializada e os novos contratos estão na faixa de R$13 ate R$16 e uma situação relativamente confortável para os citricultores mas nada indica que isso continuará.”
           Ainda negociando o Consecitrus, um contrato-padrão da citricultura, um caminho muito longo mas pelo jeito confia que a industria está buscando uma solução para esse conflito que está se eternizando “porque eles querem o acordo deles e nós queremos o nosso”, afirma Flavio, “mas esse conflito está tendo um custo muito alto para industria e citricultores mas estamos caminhando em busca efetiva de um acordo”.
O traçado principal da Associtrus hoje
 

           O presidente da Associtrus explica que hoje tem dois pontos fundamentais para se chegar a uma redução desse conflito. Um caminho é o da Consecitrus e o outro é a indenização pelos prejuízos ocorridos em postos de 20 anos de cartel, pelo endividamento dos produtores dando a eles condições de renovar seus pomares e permanecerem no setor. A Associtrus também prega pelo fortalecimento do associativismo, a questão da verticalização. E no próximo mês de junho, com o evento em Cordeirópolis da semana da citricultura, o secretário da agricultura poderá estar lançando o programa de Seguro de Pomares que estaria indenizando parte das arvores perdidas, pelo greening e cancro cítrico.

           “Acho que essa questão fitossanitária é gravíssima na citricultura, embora essa indenização seja muito baixa e restrita e o primeiro passo para buscar a solução para o problema do greening é assegurar sim ao produtor uma indenização pelas áreas perdidas e o segundo passo, é retomar a rentabilidade da citricultura que estará dando ao citricultor o incentivo necessário para se motivarem e se manterem na citricultura”, finaliza o presidente.


 


 

 
Normativa 53/08 deve ser derrubada e o governo reassumir a responsabilidade que caiu em cima do citricultor
 
O culpado pelo aparecimento do greening num pomar, não é o dono do pomar mas o governo que deixou de tomar as medidas necessárias para proteção sanitária dessa cultura.
 

 

    No momento, o panorama que aborda a situação do greening, quanto ao controle, fiscalização e erradiação das plantas com greening , “sempre foi responsabilidade da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo através da Coordenadoria de Defesa Agropecuária ”, afirma Jose Osvaldo Junqueira Franco, presidente do Sindicato Rural de Bebedouro.

 

           O Fundecitrus vinha fazendo esse serviço através de convenio que assinava com a Secretaria mas desde novembro do ano passado, esse convenio não foi renovado e em janeiro todos os fiscais de campo foram demitidos e deixou de fazer esse serviço de inspeção dos pomares.
          “Acreditamos que a Secretaria da Agricultura deva assumir suas funções diretamente através dos seus funcionários ou de empresas terceirizadas e contratadas para que o serviço de proteção nos pomares contra o greening seja feito. A responsabilização do produtor pelo aparecimento do greening ou por deixar de fazer erradicação ou a inspeção às suas custas, é uma distorção em função da legislação existente”, diz Jose Osvaldo.
          Desde que foi criado o regulamento da defesa sanitária no Brasil com decreto de 1934, sempre foi responsabilidade do governo fazer a inspeção e proteger as culturas de importância econômica para que não ocorresse surtos de doenças que viesse prejudicar a economia do país. “O culpado pelo aparecimento do greening num determinado pomar, não é o dono daquele pomar, o culpado é o governo que deixou de tomar as medidas necessárias para proteção sanitária dessa cultura.
          Na semana passada durante a reunião em Brasília da Câmara Setorial da Citricultura, um dos assuntos abordados é sobre o posicionamento da Câmara em relação ao greening. Nesse tópico, diz Jose Osvaldo, “tivemos a oportunidade de apresentar as nossas considerações, a legislação que rege a defesa sanitária no país e da ilegalidade da instrução normativa 53 que foi feita pelo Ministério da Agricultura em 2008 e transferiu a responsabilidade da erradicação caso achasse doentes, do controle da doença para os produtores e da inspeção”. Também nessa normativa o produtor teria que erradicar planta sadia, quando um determinado talhão atingisse uma porcentagem de contaminação. “Isso é um crime contra o patrimônio do produtor, a sua capacidade de obter renda da citricultura e contra a sua própria capacidade de obter credito junto aos bancos. Um outro agravante nessa normativa, é que “se erradicado aparecer algum pé de laranja contaminado no pomar, o produtor pode ser enquadrado na lei de crimes ambientais e estando sujeito a pena de reclusão de 1 a 4 anos de cadeia, por uma coisa que não é culpa dele mas falta de ação do governo”, explica.
          A FAESP estará se reunindo em São Paulo nesta semana da mesa diretora de assuntos da citricultura onde essa proposta deverá ser discutida e melhorada, encaminhada a Confederação Nacional da Agricultura que apresentará oficialmente a Câmara Setorial da Citricultura na próxima reunião e o controle do greening seja assumido por quem de direito, órgãos de defesa estadual e federal.


 

Rede John Deere pode ser instalada em Bebedouro entre agosto/setembro
 

 

   O Prefeito João Batista Bianchini, o Italiano, reúne-se com o Grupo Colorado, que representa a Rede John Deere, especializada na venda de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos de uso na agropecuária. O objetivo é conseguir a instalação em Bebedouro de uma das unidades da empresa., por isso Italiano e o subdiretor do Departamento de Desenvolvimento, Otávio José Dezem Bertozzi, apresentaram a representantes do grupo algumas áreas destinadas a novos empreendimentos.

 

            Presença do gerente Geral de Negócios, Douglas Montefeltro; do gerente de Unidade, José Edgar Baratto; e do representante de Vendas de Máquinas, Ângelo Carrer Neto.
          O Departamento de Desenvolvimento dará ao grupo o apoio necessário, de acordo com as normas exigidas pelo Prodebe (Programa de Desenvolvimento Econômico de Bebedouro).
           “É nosso dever apoiar no que for possível, visando criar mais empregos na cidade”, afirma o prefeito. Segundo Bertozzi, a John Deere deve estar instalada no município entre agosto e setembro deste ano. “Existe uma certa urgência por parte da empresa. Bebedouro é bem localizada geograficamente, servida por ótimas rodovias e conta com a devida infraestrutura, o que aumenta o interesse dos empresários em ampliar seus investimentos na cidade”, avalia. Após inaugurar uma de suas unidades em Bebedouro, a rede pretende ampliar os negócios gradativamente. Histórico – A John Deere está presente nas principais regiões agrícolas do País, com centro de distribuição de peças, fábricas de colheitadeiras, de plantadeiras e de tratores, o Banco John Deere e escritórios regionais. A rede da América do Sul também atua com sistemas de mecanização agrícola com tecnologia de ponta.


 

 
 

Invasores da Fazenda Cutrale são presos
 

 

   A Polícia Civil de Bauru (SP) prendeu na manhã desta  ultima terça-feira (26/01), nove pessoas ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) que teriam participado da invasão e depredação de uma fazenda de laranjas da Cutrale, em Borebi (SP), no final do ano passado. Na época da invasão, a Cutrale informou que os prejuízos com as destruições na fazenda totalizam R$ 1,2 milhão.

 

            Entre os presos está o ex-prefeito de Iaras Edilson Grangeiro Xavier (PT), a vereadora Rosimeire Pan D'Arco de Almeida Serpa (PT) e o marido dela, Miguel da Luz Serpa. De acordo com a polícia, além de participarem, os três foram os responsáveis pela coordenação da invasão da fazenda. Um dos acusados estava em um sítio no interior de São Paulo quando recebeu voz de prisão. Ele faz parte do grupo do MST que invadiu em outubro do ano passado a fazenda Santo Henrique, propriedade da Cutrale, uma das maiores produtoras de suco de laranja do Brasil. O grupo, formado por 250 famílias, destruiu milhares de pés de laranjas e máquinas agrícolas.
                Pelo Centro de Inteligência Policial foi possível a coleta de importantes dados, além de investigações realizadas, provas testemunhais, reconhecimentos de pessoas e análises de documentos, obviamente com a apreensão de parte do material subtraído, como fertilizantes e agrotóxicos”, explicou Benedito Valencise, delegado da seccional de Bauru, em São Paulo. Não ouve qualquer tipo de violência e as prisões foram realizadas pacificamente
                Dos 19 mandados de prisão, sete foram cumpridos nesta terça-feira. Outros 12 devem ser cumpridos nos próximos dias. Duas das prisões realizadas  foram feitas em flagrante por posse ilegal de arma.
                No início da tarde, o MST divulgou nota em que relata preocupação com a operação da Polícia Civil mas informou que advogados do movimento foram designados para acompanhar a situação dos presos e obter informações sobre o processo. (fontes: Agencia Estado)


 

 
CITROS: SECRETARIA E FUNDECITRUS FARÃO NOVO CONVÊNIO
 

 

    Em reunião realizada nesta segunda-feira (18), em São Paulo, o secretário de Agricultura e Abastecimento, João Sampaio, e o presidente do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), Lourival Carmo Monaco, conversaram sobre o novo convênio que será firmado entre as partes, cujo plano de trabalho terá um novo foco de atuação.

 

           Com o término do convênio na área de fitossanidade citrícola entre a Secretaria, por meio da sua Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), e o Fundecitrus, discutiu-se a proposta de uma nova forma de atuação da entidade concentrada em ações de pesquisa para combate às doenças, capacitação e comunicação com o produtor.
                A fiscalização continua a cargo da CDA. O produtor, conforme previsto na Instrução Normativa 53, é obrigado a inspecionar o seu pomar a cada três meses e entregar um relatório semestral à CDA informando as plantas inspecionadas e erradicadas contra o greening.

                “O percentual de citricultores que fazem inspeção e entregam os relatórios cresce a cada semestre. Em 2009, chegamos a mais de 80%. Com essa evolução é possível que o Fundecitrus e, mesmo a própria Secretaria, atue mais no conhecimento das doenças e formas de combate, capacitando mais o produtor para o manejo sanitário do seu pomar”, afirma o secretário João Sampaio.

                O presidente do Fundecitrus afirmou que a entidade terá um novo formato de atendimento ao setor, com foco na prestação de serviços.  “Ampliaremos nossa linha de pesquisa e buscaremos maior conscientização fitossanitária, na qual a prevenção seja a melhor forma de manejo dos pomares”, afirma Monaco.

                O novo plano de trabalho para o convênio com o Fundecitrus será preparado pelas equipes técnicas.


 

 


 

Fundecitrus anuncia uma péssima noticia : finaliza inspeção no combate ao greening


 

    Nesta segunda feira, dia 18 de janeiro o Conselho Deliberativo do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) vai ter como principal assunto a ser discutido durante a reunião, quanto a mudança no combate ao greening com a finalização das inspeções sanitários e as ações de erradicação de plantas com suspeita da doença. Essa noticia pegou todos os citricultores de surpresa .

        “O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) deixará de realizar, a partir de 2010, inspeção sanitária e ações de erradicação de plantas no parque comercial citrícola, que abrange os Estados de São Paulo e Minas Gerais. A decisão, tomada no início deste mês e ratificada em reunião semana passada do Conselho Deliberativo do Fundecitrus, deve-se à forma como vinha sendo tratado o greening, principal doença da citricultura mundial e que já levou à erradicação de pelo menos 6 milhões de plantas em São Paulo.”

        O conselho da entidade avaliou que a doença - que só pode ser combatida com a erradicação de plantas - não tem mais controle no Estado, mesmo com as ações do Fundecitrus. A única solução seria pagar uma indenização ao citricultor para a renovação do pomar, mas os governos estadual e federal não se comprometeram com o pedido.

        A citricultura, que enfrenta problemas de quedas de preços nos últimos anos, agora pode ficar ainda mais vulnerável com o enfraquecimento do Fundecitrus, referência mundial no controle de pragas e doenças na agricultura.

        A decisão do Fundecitrus representará uma queda de 80% no orçamento anual da entidade - sairá dos atuais R$ 50 milhões para R$ 10 milhões - e que será destinado apenas às ações de pesquisa, serviços e educação. O quadro de inspetores será reduzido de 1.400 para entre 150 e 200.

        Todas as ações de defesa sanitária da citricultura voltarão para a Secretaria de Agricultura paulista, com quem o Fundecitrus mantinha convênio desde 1992. O secretário de Agricultura, João Sampaio, que está em férias, já foi informado da decisão. No dia 18 de janeiro está prevista reunião para avaliar os impactos da decisão e discutir possíveis soluções. (fonte: Agencia Estado)

        “O Fundecitrus nasceu dos produtores e da indústria de sucos. É uma iniciativa única no Brasil, na qual os elos da cadeia produtiva obtêm recursos para o controle sanitário da produção. O fato é que com o tempo a indústria assumiu totalmente o controle, ao ponto de expulsar os representantes dos produtores. Hoje, a Associtrus não tem nem assento na diretoria do Fundo”, reclama Flávio de Carvalho Pinto Viegas, presidente da Associtrus (Associação Brasileira de Citricultores).

        Para ele, a indústria passou a usar politicamente o Fundecitrus, financiando pesquisas, pagando viagens para veículos de mídia, como se esses recursos viessem da indústria, quando na verdade eles têm origem nos produtores.

         “Por vários anos tentamos retomar os antigos ideais, preservando o Fundecitrus, mas como foi impossível, passamos a ignorar a ação do Fundo, proibindo a entrada dos fiscais na propriedade. Com o convênio com o Estado, o Fundecitrus foi usado até como ferramenta adicional de coação”, critica o presidente da Associtrus.

        Segundo Christian Lohbauer, presidente executivo da CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Suco Cítrico), o controle do greening exige que o produtor arranque as plantas doentes, e o pequeno produtor é quem mais sofre, ao ter parte ou a totalidade do seu investimento dizimado.

        “O custo disto é muito alto, derrubando a lucratividade do setor. O Estado tem autoridade para erradicar essas árvores, mas muitos produtores não pensam da mesma forma e entram na justiça com ações para coibir a atuação do Fundecitrus. Essa luta de liminares acabou gerando uma crise”, comenta Lohbauer. O representante da indústria acredita, independentemente de qual linha de trabalho o Fundecitrus adote para 2010, que será preciso retomar os trabalhos o mais rápido possível.

        “A doença está no limite de perder o controle e o crescimento será em progressão geométrica. Se perdermos esse controle será um desastre para toda a operação de produção de laranja e de sucos no Brasil e no mundo. Teremos um impacto mundial”, preconiza o executivo da CitrusBR.
 

 

Melhor saída seria o Seguro
 

 

    Tanto a indústria como os citricultores acreditam que a melhor saída para esta crise é a criação de uma espécie de seguro, que indenizaria os produtores com pomares contaminados. A discussão está em quem pagará a conta.

 

            "Uma ala da indústria acredita que deve participar deste processo, colaborando com o fundo. Já outra ala, acha que não pode assumir esse ônus, que deve ser de responsabilidade dos produtores e do Estado. Acredito que no final haja um consenso, com a participação dos governos estadual e federal, que possuem verbas para alimentar esse fundo indenizatório”, analisa Lohbauer.
                “A criação de uma indenização seria uma saída para a crise que o greening trouxe aos pomares e é uma tentativa de reverter os prejuízos dos produtores”, diz Viegas, da Associtrus.
                Questionado sobre o futuro de sua atuação, o Fundecitrus pronunciou através de nota à imprensa, que agora pretende investir no ‘humanware’, ou seja, na conscientização do produtor. as novas atribuições do Fundo serão discutidas nas próximas reuniões, sendo a primeira programada para o dia 18 de janeiro, buscando “formas de trabalhar com eficiência dirigida a resultados sem perder o foco de que o conhecimento é o instrumento que permitirá a evolução da citricultura e o sucesso da defesa sanitária. Precisamos cobrir o Estado e aproveitar as oportunidades que se mostram positivas para o futuro próximo”.
                Já a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo disse que somente irá se pronunciar oficialmente após a reunião do Conselho Deliberativo do Fundecitrus, na próxima segunda-feira (18). 
                “A luta é contínua e os recursos limitados. Mudança é a oportunidade de crescer envolvendo todos os segmentos da cadeia produtiva. Por isso, para 2010, estão sendo estudadas estratégias para buscar maior enfoque na educação fitossanitária, prestação de serviços e capacitação de produtores”, diz o trecho da nota.(fonte: Bruno Sales/Campo News)


 


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