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“Se o solo antigamente era fertil, poroso, isento de pragas, hoje o solo está compactado e nesse adensamento acaba perdendo o oxigênio, ar, microorganismos e bacterias, tem dificuldade da água penetrar”, uma explicação simples e clara no encontro realizado no anfiteatro do Sindicato Rural de Bebedouro pelo engo. Agrônomo Marcelo Fabiano Sambiase , SENAR/SP . Presentes ao encontro para falarem sobre a agricultura orgânica Paulo D`Andréia do Ministério da Agricultura e Sonia Yamamoto da ITAFORTE Bioprodutos. Um produto orgânico a ser comercializado no mercado ainda tem preços mais altos do que o tradicional pois ainda é pequeno o numero de produtores e o mercado é oportunista. Um pé de alface o produtor vende por $0.70 e o mercado vende a $2,50 . As pessoas estão entendendo que o produto com agrotóxico com matérias artificiais são prejudiciais a saúde mas com matérias naturais são indicados.
“A agricultura orgânica ou ecológica surgiu de trabalhos do pesquisador Sir Albert Howard, em 1905 na Índia (CAMPOS, 2004). O princípio da produção orgânica é o estabelecimento do equilíbrio da natureza utilizando métodos naturais de adubação e de controle de pragas como, por exemplo, o sistema de adubação verde e rotação de culturas para que haja uma manutenção da fertilidade natural do solo e da sanidade geral das plantas e animais. A agricultura orgânica exclui o emprego de compostos sintéticos como fertilizantes, pesticidas, reguladores de crescimento.”
Conforme os compêndios históricos, “A agricultura no Brasil é, historicamente, umas das principais bases da economia do país, desde os primórdios da colonização até o século XXI, evoluindo das extensas monoculturas para a diversificação da produção. Inicialmente produtora de cana-de-açúcar, passando pelo café, a agricultura brasileira apresenta-se como uma das maiores exportadoras do mundo em diversas espécies de cereais, frutas, grãos, entre outros.
Ainda no Império teve lugar, na Bahia, ao surgimento da primeira escola destinada à formação de profissionais agrônomos. No ano de 1875 foi fundado, no povoado de São Bento das Lages, o primeiro curso, na cidade de Cruz das Almas. Em 1883, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, o segundo curso foi criado. O reconhecimento do curso somente se deu trinta e cinco anos após a criação do primeiro colégio, com o decreto 8.319/1910. A profissão de engenheiro agrônomo só veio a ser reconhecida em 1933.
Durante o regime militar foi criada em 1973 a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), com o objetivo de diversificar a produção agrícola. O órgão foi responsável pelo desenvolvimento de novos cultivares, adaptados às condições peculiares das diversas regiões do país. Teve início a expansão das fronteiras agrícolas para o cerrado, e latifúndios monocultores com a produção em escala semi-industrial de soja, algodão e feijão.
Começa a se falar no escoamento da produção, estoque regulador e preços mínimos, exportação de produtos, surge a irrigação... agricultura familiar , combate ao trabalho escravo e infantil, agricultura e impacto ambiental, erosão do solo, agrotoxicos, transgenicos , cultivo organico e evolução do agronegocio.
Como surgiu o termo agricultura orgânica que usamos hoje em dia?
Na década de 1920 surgiram, quase que simultaneamente, alguns movimentos contrários à adubação química, que valorizavam o uso da matéria orgânica e de outras práticas culturais favoráveis aos processos biológicos. Esses movimentos podem ser agrupados em quatro grandes vertentes: agricultura biodinâmica, orgânica, biológica e natural. Com o passar do tempo apareceram outras designações variantes das quatro vertentes citadas ou denominações recentes de uso restrito. Tais como, método Lemaire-Boucher, permacultura, ecológica, ecologicamente apropriada, regenerativa, agricultura poupadora de insumos e renovável. Nos anos 1970, o conjunto dessas vertentes passaria a ser chamado de agricultura alternativa. Em seguida, o termo agricultura orgânica passou a ser comumente usado com o sentido de agricultura alternativa. O texto da Lei 10.831, de dezembro de 2003, considera como sistema orgânico de produção agropecuária todo aquele em que se adotam técnicas específicas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais. O objetivo é garantir a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não-renovável, empregando, sempre que possível, métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente. O conceito de sistema orgânico de produção agropecuária e industrial abrange os denominados: ecológico, biodinâmico, natural, regenerativo, biológico, agroecológicos, permacultura e outros que atendam os princípios estabelecidos na Lei 10.831.
O que é Agricultura Orgânica
Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias tóxicas e sintéticas. A ideia é evitar a contaminação dos alimentos ou do meio ambiente. O resultado desse processo são produtos mais saudáveis, nutritivos e com mais qualidade de produção, o que garante a saúde de sua família e a do Planeta.
A agricultura orgânica busca criar ecossistemas mais equilibrados, preservar a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo. Esta é a razão pela qual o agricultor orgânico não cultiva produtos transgênicos, pois ele não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza.
(Fonte para elaboração da matéria: Wikipedia e http://www.prefiraorganicos.com.br/agrorganica/oqueeagricultura)
Silvia Coelho
Jornalista Mtb. 23.888
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