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Causo
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Nos tempos idos, onde a maioria das estradas era de chão batido, tempo que o relógio da matriz falava a hora, que o trem avisava a cidade inteira que tava chegano ou que tava partino.
Alguns fordinho bigode desfilavam pela cidade, algumas charretes de aluguel puxadas por cavalo ainda teimavam em passar pelos paralelepípedos, os carro iam chegano e num é que chegou o gordini, a romiseta, o dkv, o sinca, o aero willis e na maior sensação chegou o carmanghia que mal cabia duas pessoas dentro.
A páscoa anunciava os famoso roubo de galinha pra virar uma suculenta galinhada no Domingo de Páscoa, ovo de chocolate só na vitrine ou na revista do jornal pendurado nas banca; maçã brasileira num tinha mas bastava ficá doente pra saborear uma das importada de outros estado mais plantado que o paulista.
Eu me alembro com saudade dos trapezista que fazia do galho da mangueira um espetáculo pra subi e pra desce... isto quando não estatelava no chão. E aquele que resolveu pula de pára-queda, pendurado no lençol amarrado? O que não fartava era surra e mercúrio cromo pra tampa os corte e farta de pele pelo corpo.
Eu me lembro da rua são joão... do amigo Antonio José, Carlos Alberto, Silvinho, Breviglieri ... lembro também naquele pedaço do quarteirão da Cordeiro (Cássia e Cida), da Sueli , da Bebel, Moema e o irmão Sergio, Olinda e de 3 rostinhos: Ângela, Cida e Eugenia que ficavam na janela do sobrado, na esquina da rua São João, vendo a meninada jogar bola, amarelinho, andar de bicicleta... e quantas escolinhas com giz, quanta comidinha em fogáozinho de tijolo, quanta fumacinha imitando um cigarro nos talinhos de xuxu.... Em dois quarteirões, duas turmas revezavam as brincadeiras saudáveis... e eu lá, presente sempre e rindo muito...
Dá pra lembra também do famoso ti Chico pelos jardim da cidade com seu apito, seu grito bravo e autoritário, a capelinha da santa casa, os tempos de jabuticaba, a famia fazendo licor... E os tempos de senta pra ver as famosa geléia de mocotó que descia pro papo no final da tarde? E com certeza, muita gente que ta lendo este causo, vai cachoalhar hoje os bigode, vai passar as mão meia pregueada pelo rosto e pensar : “que tempo bão...”
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