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25/06/07

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Citricultura
 

Novo período de prosperidade para a Citricultura
 


Antonio Tubelis

  A citricultura Paulista se tornou um grande pólo citrícola graças à falta de laranja no Mercado Norte Americano.
 
Na década de 1960, as geadas castigaram severamente os pomares da Flórida e faltou laranja para produzir suco nos Estados Unidos da América do Norte. O alto preço pago pela laranja no Estado de São Paulo, incentivou a substituição de lavouras de algodão e de café por pomares de laranja.Atualmente, ocorre uma situação semelhante. Nos últimos dois anos, furacões provocaram grandes prejuízos aos pomares da Flórida. Em consequência deste fato, haverá falta de laranja para produzir suco nos Estados Unidos da América até 2015.

  Assim, o citricultor que ainda não erradicou o seu pomar de laranja poderá se beneficiar dos bons preços, que a industria brasileira de suco terá que pagar, para poder suprir a escassez de suco dos Estados Unidos.
  A melhoria no preço já se faz sentir e deverá melhorar. A caixa de laranja que era comprada pela industria por R$8,10 em junho de 2006, em fevereiro de 2007 foi comprada por R$15,50 (veja em www.cepea.esalq.usp.br/citros).
  Assim, quem ainda tiver um pomar de laranja poderá se beneficiar dos bons preços que deverão vigorar até 2012/13. Mas para se beneficiar dos bons preços, o citricultor terá que fazer com que suas plantas aumentem de produção.
  Para que isso aconteça, a primeira coisa a ser feita é corrigir a acidez do solo. Não adianta adubar uma lavoura que, nos últimos dois anos, não teve a acidez do solo corrigida.
  Adubar uma laranjeira em solo ácido é jogar dinheiro fora, pois, a planta não vai aproveitar o adubo colocado. Assim, o citricultor que não tiver dinheiro para fazer as duas coisas, corrigir a acidez do solo e adubar, deveria proceder da seguinte maneira. Primeiro, corrigir adequadamente a acidez do solo. Segundo, com o dinheiro que sobrar, fazer a adubação possível.
  O citricultor que seguir este conselho, vai ter uma grata surpresa. As laranjeiras vão produzir mais do que o esperado, pois, em solo com acidez corrigida, o aproveitamento do adubo pelas laranjeiras é muito maior.
  Mas, a correção da acidez do solo não deve ser feita nos meses de junho-julho-agosto, como é costume fazer, no Estado de São Paulo. Nessa época do ano chove pouco e, sem água no solo, o corretivo de acidez do solo não funciona. Assim o corretivo de acidez colocado nessa época do ano só vai começar a atuar no início da estação chuvosa, em outubro-novembro, no Estado de São Paulo.
  Como o corretivo necessita de pelo menos dois meses para apresentar os primeiros resultados, a adubação do pomar de laranja não deveria ser feita antes de dezembro-janeiro. Como a florada principal da cultura acontece em setembro-outubro, a produção das plantas ficaria prejudicada por atraso na adubação.
  Para contornar este importante inconveniente, o citricultor deve fazer a aplicação do corretivo em meados do mês de março, último mês da estação chuvosa, na Região Norte do Estado de São Paulo.
  Aplicando em março, a correção da acidez do solo começa a ocorrer no período de abril a maio. Nesse período, as poucas chuvas e a umidade acumulada no solo permitem que o processo de correção da acidez do solo ocorra. No período de junho-julho-agosto-setembro as reações cessam por escassez de chuvas e ausência de umidade no solo. As reações voltam a acontecer no final de setembro quando ocorrem algumas chuvas que induzem a florada das laranjeiras.
  A correção da acidez do solo leva de um a dois anos para se completar. Assim, o seu efeito vai se fazer notar a partir da segunda colheita de frutos. Assim, o citricultor que quiser se beneficiar da melhoria no preço de venda da caixa de laranja, deve se apressar. Deve providenciar, com urgência, a coleta de amostras de solo para determinar a acidez e a fertilidade do solo.
  Obtidos os resultados da análise do solo, o citricultor deve procurar o engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura (CATI) para calcular a necessidade e o tipo de corretivo a ser empregado. A correção da acidez do solo pode ser feita com Calcário ou com Silicato de Cálcio e Magnésio.
  O citricultor não deve esquecer que além do corretivo de acidez , também, deverá aplicar gesso agrícola. A proporção é de um terço da quantidade de calcário. Algumas firmas fornecem a mistura calcário-gesso, tornando mais fácil e barata a correção da acidez do solo.
  O gesso agrícola não é um corretivo de acidez do solo, mas, percolando pelo perfil do solo com a água das chuvas, nutre as raízes da laranjeira para que possam aproveitem a adubação que vai ser aplicada. Portanto, sem aplicação de gesso, as raízes ficam fracas, sem condições de aproveitar a adubação com granulado.
  O corretivo de acidez deve ser aplicado a lanço, em área total da cultura. A sua incorporação ao solo é feita com grade de dentes ou de disco.
  Convém lembrar, mais uma vez, que adubar pomar de laranja sem ter corrigido a acidez do solo é jogar dinheiro fora. Portanto, primeiro deve-se fazer a correção da acidez do solo. Uma vez corrigida a acidez do solo, aí sim, pode-se voltar a fazer a adubação do pomar.
  Também, convém lembrar o citricultor que, não adianta aplicar corretivo de acidez do solo e ou adubo granulado quando o solo está seco. Sem água no solo, esses produtos ficam impossibilitados de cumprir com a função a que se destinam.
  O autor deste artigo deseja sucesso ao citricultor no novo período de prosperidade que se inicia.

* Engenheiro Agrônomo, Professor Titular (aposentado) da UNESP em Botucatu.

E-mail: atubelis@hotmail.com

 

 

 

Adensamento de Plantio e Poda de Citros

 

  Rubens Stamato, engenheiro agrônomo, diretor da Campo Consultoria, apresentou palestra no Sindicato Rural de Bebedouro cuja proposta é o Projeto Novo Campo. Explicou que “esse projeto foi criado para levar assistência técnica aos pequenos produtores de laranja de São Paulo e levada à empresa Cutrale que aprovou a idéia e resolveu fazer uma parceria com a empresa Campo Consultoria”.
  Esse projeto envolve 17 palestras, ligadas ao tema citricultura abordando desde pragas, doenças, implantação de pomares, adensamento, nutrição animal, irrigação que geram discussões interessantes, reciclagem de conhecimento, levando informação técnica e fazendo extensão rural.
  “Nós sentimos hoje que o pequeno produtor está desassistido e a idéia central é assistir esse pequeno produtor”, diz Rubens. Nesta parceria frisou bem que qualquer produtor vai ser atendido, independente se tem vinculo com qualquer empresa, assim como se ele vende para mercado e não para industria, ou seja, todos serão atendidos indistintamente, em qualquer região do Estado de São Paulo.
  No tema específico abordado em palestra no Sindicato rural de Bebedouro, dia 21 de maio ultimo, o palestrante enfocou alguns pontos vantajosos do Adensamento de Plantio e Poda de Citros.

            Nas vantagens de Adensamento frisa.

-maior produtividade por área

-retorno do capital investido mais rapidamente

-maior área foliar por hectare

-redução do porte de plantas

-maior sombreamento, podendo reduzir o uso de herbicida

-melhor aproveitamento da calda aplicada

  O Adensamento tem algumas exigências como: maior conhecimento tecnológico, combinação copa/porta-enxerto, maior necessidade de recursos, investimento inicial maior e mudança da forma de escoamento da safra. Lembrando que o adensamento muito exagerado gera custos e viscos maiores e podem reduzir a vida útil do pomar daí ser importante o produtor conhecer como equilibrar custos num ciclo completo de produção e um adensamento adequado.
  Frisa que “é obrigatório o uso da Poda” e uma vez por ano o produtor tem ganho de produção, evitando-se a poda dos ramos grossos pois acaba atrasando 1 ano a produção. e salienta quando deve ser feita:

-preferencialmente no inverno

-quanto mais longe da emissão da florada

-preferencialmente após colheita

            Essas palestras acontecerão mensalmente no Sindicato Rural de Bebedouro, alternando os assuntos de acordo com as necessidades e interesse dos produtores participantes.

 

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