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 Citricultura
Novo
período de prosperidade para a Citricultura
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Antonio Tubelis |
A
citricultura Paulista se tornou um grande pólo citrícola
graças à falta de laranja no Mercado Norte Americano.
Na década de 1960, as geadas
castigaram severamente os pomares da Flórida e faltou
laranja para produzir suco nos Estados Unidos da América do
Norte. O alto preço pago pela laranja no Estado de São
Paulo, incentivou a substituição de lavouras de algodão e de
café por pomares de laranja.Atualmente, ocorre uma situação
semelhante. Nos últimos dois anos, furacões provocaram
grandes prejuízos aos pomares da Flórida. Em consequência
deste fato, haverá falta de laranja para produzir suco nos
Estados Unidos da América até 2015. |
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Assim, o citricultor que ainda não erradicou o seu pomar de
laranja poderá se beneficiar dos bons preços, que a industria
brasileira de suco terá que pagar, para poder suprir a escassez
de suco dos Estados Unidos.
A melhoria no preço já se faz sentir e deverá melhorar. A caixa de
laranja que era comprada pela industria por R$8,10 em junho de
2006, em fevereiro de 2007 foi comprada por R$15,50 (veja em
www.cepea.esalq.usp.br/citros).
Assim, quem ainda tiver um pomar de laranja poderá se beneficiar dos bons
preços que deverão vigorar até 2012/13. Mas para se beneficiar
dos bons preços, o citricultor terá que fazer com que suas
plantas aumentem de produção.
Para que isso aconteça, a primeira coisa a ser feita é corrigir a acidez
do solo. Não adianta adubar uma lavoura que, nos últimos dois
anos, não teve a acidez do solo corrigida.
Adubar uma laranjeira em solo ácido é jogar dinheiro fora, pois, a planta
não vai aproveitar o adubo colocado. Assim, o citricultor que
não tiver dinheiro para fazer as duas coisas, corrigir a acidez
do solo e adubar, deveria proceder da seguinte maneira.
Primeiro, corrigir adequadamente a acidez do solo. Segundo, com
o dinheiro que sobrar, fazer a adubação possível.
O citricultor que seguir este conselho, vai ter uma grata surpresa. As
laranjeiras vão produzir mais do que o esperado, pois, em solo
com acidez corrigida, o aproveitamento do adubo pelas
laranjeiras é muito maior.
Mas, a correção da acidez do solo não deve ser feita nos meses de
junho-julho-agosto, como é costume fazer, no Estado de São
Paulo. Nessa época do ano chove pouco e, sem água no solo, o
corretivo de acidez do solo não funciona. Assim o corretivo de
acidez colocado nessa época do ano só vai começar a atuar no
início da estação chuvosa, em outubro-novembro, no Estado de São
Paulo.
Como o corretivo necessita de pelo menos dois meses para apresentar os
primeiros resultados, a adubação do pomar de laranja não deveria
ser feita antes de dezembro-janeiro. Como a florada principal da
cultura acontece em setembro-outubro, a produção das plantas
ficaria prejudicada por atraso na adubação.
Para contornar este importante inconveniente, o citricultor deve fazer a
aplicação do corretivo em meados do mês de março, último mês da
estação chuvosa, na Região Norte do Estado de São Paulo.
Aplicando em março, a correção da acidez do solo começa a ocorrer no
período de abril a maio. Nesse período, as poucas chuvas e a
umidade acumulada no solo permitem que o processo de correção da
acidez do solo ocorra. No período de junho-julho-agosto-setembro
as reações cessam por escassez de chuvas e ausência de umidade
no solo. As reações voltam a acontecer no final de setembro
quando ocorrem algumas chuvas que induzem a florada das
laranjeiras.
A correção da acidez do solo leva de um a dois anos para se completar.
Assim, o seu efeito vai se fazer notar a partir da segunda
colheita de frutos. Assim, o citricultor que quiser se
beneficiar da melhoria no preço de venda da caixa de laranja,
deve se apressar. Deve providenciar, com urgência, a coleta de
amostras de solo para determinar a acidez e a fertilidade do
solo.
Obtidos os resultados da análise do solo, o citricultor deve procurar o
engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura (CATI) para calcular
a necessidade e o tipo de corretivo a ser empregado. A correção
da acidez do solo pode ser feita com Calcário ou com Silicato de
Cálcio e Magnésio.
O citricultor não deve esquecer que além do corretivo de acidez , também,
deverá aplicar gesso agrícola. A proporção é de um terço da
quantidade de calcário. Algumas firmas fornecem a mistura
calcário-gesso, tornando mais fácil e barata a correção da
acidez do solo.
O gesso agrícola não é um corretivo de acidez do solo, mas, percolando
pelo perfil do solo com a água das chuvas, nutre as raízes da
laranjeira para que possam aproveitem a adubação que vai ser
aplicada. Portanto, sem aplicação de gesso, as raízes ficam
fracas, sem condições de aproveitar a adubação com granulado.
O corretivo de acidez deve ser aplicado a lanço, em área total da
cultura. A sua incorporação ao solo é feita com grade de dentes
ou de disco.
Convém lembrar, mais uma vez, que adubar pomar de laranja sem ter
corrigido a acidez do solo é jogar dinheiro fora. Portanto,
primeiro deve-se fazer a correção da acidez do solo. Uma vez
corrigida a acidez do solo, aí sim, pode-se voltar a fazer a
adubação do pomar.
Também, convém lembrar o citricultor que, não adianta aplicar corretivo
de acidez do solo e ou adubo granulado quando o solo está seco.
Sem água no solo, esses produtos ficam impossibilitados de
cumprir com a função a que se destinam.
O autor deste artigo deseja sucesso ao citricultor no novo período de
prosperidade que se inicia.
*
Engenheiro Agrônomo, Professor Titular (aposentado) da UNESP em
Botucatu.
E-mail:
atubelis@hotmail.com
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Adensamento
de Plantio e Poda de Citros
Rubens Stamato, engenheiro agrônomo, diretor da Campo Consultoria,
apresentou palestra no Sindicato Rural de Bebedouro cuja proposta é
o Projeto Novo Campo. Explicou que “esse projeto foi criado para
levar assistência técnica aos pequenos produtores de laranja de São
Paulo e levada à empresa Cutrale que aprovou a idéia e resolveu
fazer uma parceria com a empresa Campo Consultoria”.
Esse
projeto envolve 17 palestras, ligadas ao tema citricultura abordando
desde pragas, doenças, implantação de pomares, adensamento, nutrição
animal, irrigação que geram discussões interessantes, reciclagem de
conhecimento, levando informação técnica e fazendo extensão rural.
“Nós
sentimos hoje que o pequeno produtor está desassistido e a idéia
central é assistir esse pequeno produtor”, diz Rubens. Nesta
parceria frisou bem que qualquer produtor vai ser atendido,
independente se tem vinculo com qualquer empresa, assim como se ele
vende para mercado e não para industria, ou seja, todos serão
atendidos indistintamente, em qualquer região do Estado de São
Paulo.
No tema específico abordado em
palestra no Sindicato rural de Bebedouro, dia 21 de maio ultimo, o
palestrante enfocou alguns pontos vantajosos do Adensamento de
Plantio e Poda de Citros.
Nas
vantagens de Adensamento frisa.
-maior produtividade
por área
-retorno do capital
investido mais rapidamente
-maior área foliar
por hectare
-redução do porte de
plantas
-maior sombreamento,
podendo reduzir o uso de herbicida
-melhor
aproveitamento da calda aplicada
O
Adensamento tem algumas exigências como: maior conhecimento
tecnológico, combinação copa/porta-enxerto, maior necessidade de
recursos, investimento inicial maior e mudança da forma de
escoamento da safra. Lembrando que o adensamento muito exagerado
gera custos e viscos maiores e podem reduzir a vida útil do pomar
daí ser importante o produtor conhecer como equilibrar custos num
ciclo completo de produção e um adensamento adequado.
Frisa
que “é obrigatório o uso da Poda” e uma vez por ano o produtor tem
ganho de produção, evitando-se a poda dos ramos grossos pois acaba
atrasando 1 ano a produção. e salienta quando deve ser feita:
-preferencialmente
no inverno
-quanto mais longe
da emissão da florada
-preferencialmente
após colheita
Essas
palestras acontecerão mensalmente no Sindicato Rural de Bebedouro,
alternando os assuntos de acordo com as necessidades e interesse dos
produtores participantes.

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