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01/02/2012

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"A sabedoria é um adorno na prosperidade e um refúgio na adversidade."

  ( Aristóteles )

 
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Agricultura/Fruticultura


A indústria vem encerrando o processamento da safra 2011/12 cuja comercialização se estenderá até o final de junho de 2012.


      Safra 2011/12


      O ano agrícola de 2011 caracterizou-se por uma recuperação da safra de citros em São Paulo, que se elevou de 322 para 375 milhões de caixas , o que serviu de pretexto para a indústria reduzir os preços da caixa de laranja, que estavam em um patamar de R$15,00 a R$16,00 por caixa de 40,8 kg, para um valor abaixo de R$10,00 por caixa. Apesar de o governo haver estabelecido, em um acordo com as indústrias, um preço mínimo de R$10,00 por caixa, apenas uma pequena parcela da fruta foi contratada nesse nível. A maioria da fruta foi adquirida através de intermediários, que pagaram ao produtor preços inferiores a R$8,50/cx contra um custo de produção que superou R$18 por caixa! A redução dos preços da laranja ao produtor não refletiram o comportamento do preço do suco concentrado no mercado internacional, que se manteve num patamar superior a US$2700/t e o NFC num patamar superior a US$ 700/t o que equivale a US$ 3900/t se convertido a 66 brix.

      Adicionalmente, a indústria brasileira privilegiou o recebimento da fruta de seus próprios pomares, liberando aos produtores independentes cotas de colheita muito abaixo das necessidades dos fornecedores, o que estendeu o período de colheita, intensificou as perdas e aumentou os custos de produção. O represamento da colheita e as longas filas de espera aumentaram os custos de colheita e frete. A longa duração do período de colheita provocou uma maior perda por queda de frutos, perda de peso e de qualidade da laranja. Além disto, o produtor foi obrigado a fazer pulverizações e práticas culturais com fruto na árvore, o que reduziu sua eficiência, aumentou os custos e os riscos de contaminação do fruto e, consequentemente, do suco. A safra terminou sem que muitos produtores tivessem condição de colher toda a sua produção; estimamos que as perdas de produção dos produtores independentes superaram 15%!

      A permanência do fruto na árvore por mais tempo do que o necessário e os baixos preços terão impacto na produtividade da próxima safra.

      O ano de 2011 caracterizou-se também por um aumento do preço do suco de laranja decorrente da queda de produção ocorrida nos últimos anos. A manutenção do preço do suco em patamares elevados desmente a insistente afirmação da indústria sobre a contração do mercado. A redução dos estoques mundiais de suco de laranja confirma que a demanda tem superado a oferta e reafirmamos que o mercado para o suco brasileiro cresceu. A redução da demanda está concentrada no mercado norte-americano e, como a questão do carbendazim deixou bem claro, a redução da oferta da Flórida tem superado a queda da demanda. A Flórida atende apenas 60% da demanda norte-americana e necessita do suco brasileiro para complementar a oferta e para melhorar a qualidade de seu suco que é predominantemente de variedades precoces.

      Neste anos, reiniciou-se a discussão do Consecitrus e foi negociado o financiamento de parte do estoque de suco para evitar uma queda brusca do preço do produto e da laranja. O preço do suco manteve-se em patamares elevados em relação aos últimos anos, mas o preço da laranja ficou em patamares muito baixos e os produtores enfrentaram grandes problemas, como foi comentado acima. Finalmente, no fim de dezembro tivemos o embargo do suco no mercado norte-americano em função da detecção de resíduos de carbendazim no suco. A questão ainda está em discussão e, se não resolvida, poderá criar problemas que somente seriam solucionados dentro de 18 a 24 meses.

      Os principais entraves para o setor continuam sendo a extrema concentração do setor industrial, a verticalização, as doenças e pragas e o aumento dos custos.

      O setor continua a sofrer sob o poder do oligopólio, agora mais concentrado após a fusão da Citrosuco com a Citrovita, que reduziu a três o número de empresas processadoras em São Paulo.

      O CADE reconheceu que a verticalização da produção, que já assegura para a indústria mais de 40% da fruta que produz, dá às esmagadoras um enorme poder de impor os preços aos produtores.

      O “greening”, o recrudescimento do cancro cítrico e das doenças fúngicas têm sido grandes problemas da citricultura e, aliados aos aumentos dos custos dos insumos e da mão de obra, vêm provocando um enorme aumento no custo de produção, que o produtor não consegue repassar, aumentando seu endividamento e a transferência de renda e patrimônio para as esmagadoras.

      Fonte: Flávio Viegas

 


A Região do Escritório de Desenvolvimento Rural de Barretos lidera a produção paulista de laranja


      13/02/2012


      A região do Escritório de Desenvolvimento Rural de Barretos lidera a produção paulista de laranja, com 41,54 milhões de caixas de 40,8kg, acréscimo de 25,2% sobre o ano safra 2010/11, de acordo com o levantamento final do ano safra 2011/12 do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

      A produção total do Estado atingiu 384,87 milhões de caixas (aumento de 19,5% em relação à obtida no ano agrícola anterior) e desse volume estima-se que a produção comercial tenha atingido 375,74 milhões de caixas. O levantamento também registra 9,13 milhões de toneladas consideradas não-comerciais e relacionadas a perdas no processo de produção e na colheita, não computados na produção comercial.

      Em segundo lugar aparece a região de Araraquara, com 31,46 milhões de caixas (aumento de 28,6%), seguida de São João da Boa Vista, com 31,39 milhões (mais 21,3%). Destacam-se ainda as regiões de Jaboticabal, com 28,59 milhões de caixas (mais 30,4%); Mogi Mirim, com 26,90 milhões (mais 15,4%); Limeira, com 25,57 milhões (mais 7%); e Bauru, com 22,53 milhões de caixas (mais 12,4%).

      Os dados do levantamento foram obtidos pelo método subjetivo, que consiste nas informações fornecidas pelos técnicos das casas de agricultura em cada um dos 645 municípios paulistas.

      LIDERANÇA MUNICIPAL - O município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista, é o maior produtor de laranja do Estado, com 12,40 milhões de caixas. Possui um total de 6,90 milhões de pés, dos quais 6,23 milhões em produção. Na segunda posição está Itápolis, região de Jaboticabal, com 12,22 milhões de caixas (pomar de 8,06 milhões de pés, dos quais 7,68 milhões em produção). Iaras, região de Avaré, e Itapetininga aparecem na sequência, respectivamente com 10,50 milhões e 10,16 milhões de caixas.

      Merece atenção o município de Botucatu, na nona posição, com produção de 7,80 milhões de caixas. Isso porque o pomar tem cerca de 5,45 milhões de pés, distribuídos entre 1,53 milhão de pés novos e 3,92 milhões em produção. Até o 24º lugar na classificação geral, é o único município cujo número de pés novos ultrapassa a casa do milhão. Com isso, a produção futura deve ultrapassar a de outros municípios mais bem classificados.

      Fonte: Secr. de Agricultura de SP


      Flavio P Viegas


      A Sucocítrico Cutrale Ltda. protocolou no CADE no dia 30/1/2012 um pedido de autorização para a aquisição de equipamentos de produção de suco de laranja concentrado e congelado das empresas KB Citrus Agroindustria Ltda. e Bascitrus Agroindustria S.A que se encontravam desativados.

      Esta é mais uma operação de destruição da capacidade produtiva e reproduz o que já foi feito no caso das fábricas da Cargill, da Frutax, Citrovale, Citral, Citrovita I, Frutropic, Citropectina, entre outras, e o que deverá continuar.

      Isto também desmente a propalada “falta de capacidade de processamento” que foi a justificativa utilizada pela indústria para a lentidão nas colheitas desta safra.

      Entrevistas

      Flávio de Carvalho Pinto Viegas - (17) 9101-5012

      Presidente da Associtrus

Fetaesp traz trabalhadores da cana para debater campanha salarial


      01/02/2012


      A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp) realiza, de 01 a 03 de fevereiro, o planejamento da Campanha Salarial do Setor Canavieiro, contando com a presença de dirigentes sindicais filiados e de trabalhadores rurais assalariados que atuam no setor. O intento é debater e formalizar a pauta de reivindicações que servirá de guia para as negociações coletivas de trabalho na safra 2012-2013. O evento ocorre na sede da entidade, no km 322 da Rodovia Marechal Rondon, município de Agudos, Centro-Oeste paulista, e espera reunir cerca de 60 participantes.

      Técnicos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e assessores da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) apresentarão uma análise econômica do setor em 2011, com o estudo das negociações realizadas nos anos anteriores, evidenciando estratégias e metas a serem atingidas. Para a Fetaesp, essa ação serve de apoio para a elaboração da pauta guia. “Queremos aprimorar a elaboração dessas reivindicações de forma a ampliar as conquistas em prol dos trabalhadores rurais assalariados do setor canavieiro”, esclarece o presidente da entidade, Braz Albertini.

      As negociações coletivas ocorrem em todo o estado, tendo como data-base o 1º de maio, e delimitam os direitos e benefícios de trabalho junto ao setor patronal. As reivindicações abrangem tanto aspectos diretos quanto indiretos, pois as cláusulas atendem também a capacitação dos trabalhadores do setor que, atualmente, são afetados pelo avanço da mecanização e a diminuição dos postos de trabalho.

      Publicado no Site da Fetaesp


 


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