A Itacitrus, maior exportadora brasileira de limão taiti, quer criar uma marca global e outras segmentadas, que representarão os novos mercados em que está entrando – até agora concentrada na Europa, a empresa está prospectando mercados como o dos Emirados Árabes, Canadá e Europa Oriental.
Já confirmada sua participação na Fruit & Tech – Feira Internacional de Frutas, Legumes e Derivados, Tecnologia e Logística, que acontece de 27 a 29 de setembro, no Expo Center Norte-SP, a Itacitrus vai encontrar nesse evento um ambiente de negócios propício nas Rodadas de Negócios, que na edição passada efetivou 255 reuniões em três dias de evento com a participação de 65 empresas produtoras de frutas e legumes frescos e processados, com a presença de 15 compradores internacionais de mercados já consolidados, como Europa e Estados Unidos, além de importadores do Oriente Médio, África do Sul, Rússia e América do Sul.
A edição passada da feira trouxe compradores de países com potencial de crescimento na importação de frutas e seus derivados do Brasil para atender à demanda dos empresários brasileiros por inserção de seus produtos em novos mercados. Entre os países visitantes, marcaram presença Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, China, Equador, Estados Unidos, França, Inglaterra, Israel e Tunísia. Para 2010, o Projeto Comprador organizado pelo IBRAF com apoio da Apex já está em andamento.
Presente no mercado desde 1988, a Itacitrus quer aproveitar a visibilidade proporcionada pela Fruit & Tech 2010 para ampliar ainda mais sua participação no mercado externo, além de divulgar sua marca para o mercado interno.
“As exportações já respondem por 55% do faturamento da Itacitrus, que chegou a R$ 40 milhões no ano passado”, revela Waldyr Promicia, atual presidente da empresa. Segundo ele, “alguns países como Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Holanda, Espanha, entre outros, absorvem a maior fatia de vendas da Itacitrus no Exterior”. Desde que começou a exportar, em 2000, a empresa vem crescendo a uma média de 30% ao ano.
Para este ano, Promicia prevê que “o ritmo de crescimento deverá ser bem mais acelerado, com a diversificação da produção e comercialização, com a inclusão de outras frutas no portfólio da Itacitrus, acabando com a hegemonia absoluta do limão”.
Maçã, melão, manga, uva, abacaxi e mamão estão no foco da empresa, sendo que esta última fruta já iniciou operação neste ano. Junto com o aumento das exportações de limão, o mamão fará a Itacitrus chegar a uma receita de R$ 80 milhões em 2010, e em 2011 começa a vender manga e uva.

Itacitrus apóia publicação sobre limão
Com apoio da Itacitrus e da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Limão (ABPEL), foi publicado o livro “O Poder de Cura do Limão”, de Conceição Trucom, química (UFRJ/RJ 1977), cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, qualidade de vida e bem-estar.
O livro foi lançado com selo da Editora Alaúde em 2004 e já vendeu meio milhão de exemplares, e este ano vai passar por uma ampliação e ganhar nova edição. Este livro é um verdadeiro guia de medicina caseira, com muitas orientações sobre tratamentos naturais a partir da sucoterapia, fitoterapia, citroterapia, aromaterapia, terapia floral e cromoterapia.Visite o site:
www.docelimao.com.br .

Brasil é referência para México na produção de mudas cítricas
Para contribuir com a produção de mudas sadias, a Organização Norte-Americana de Proteção de Plantas convidou o viveirista César Graf, primeiro a produzir mudas em viveiros telados no Brasil, para participar do segundo Workshop Internacional sobre Greening e seu vetor (International Workshop on Citrus Huanglongbing and The Asian Citrus Psyllid), que foi realizado em Mérida, a capital do estado de Yucatán, no México, entre os dias 19 e 23 de julho deste ano.
Preocupados com a disseminação do greening, pior doença de citros no mundo, os mexicanos deram os primeiros passos na produção de mudas cítricas em viveiros telados e usam como referência o modelo brasileiro, pioneiro na produção de mudas em sistema protegido.
O objetivo do evento é sensibilizar o governo e a indústria dos países produtores de citros sobre os riscos do greening e seu potencial devastador. “Usando a nossa experiência, darei sugestões e orientações aos citricultores do México, que estão em fase inicial da produção de mudas em viveiros protegidos”, afirma Graf.
O viveirista lembra que, mesmo com a presença da doença naquela região, a maioria dos produtores ainda prefere comprar mudas mais baratas, que muitas vezes têm origem e qualidade duvidosa. “O workshop é uma oportunidade para mostrarmos as medidas necessárias para a detecção e controle da doença e do psilídeo, além de identificar medidas que possam impedir um surto de greening.”
No dia 21 de julho, Graf falou sobre o papel dos viveiristas no controle do greening e abordará a evolução dos viveiros nos últimos 13 anos, desde a construção do primeiro viveiro protegido no estado de São Paulo em 1997. Em discussão, estarão as mudanças, dificuldades, problemas e resultados no manejo da doença.
Durante a apresentação, Graf, associado da Vivecitrus – entidade que reúne produtores de viveiros protegidos, também enfatizou a importância do cuidado com a origem e qualidade do material genético (sementes e borbulhas), pois, além de sadias, as mudas devem ter um alto potencial produtivo.
O México é um importante país para a citricultura com 526 mil hectares de citros. Casos de greening já foram detectados na costa do Pacífico e em Yucatan, no Golfo do México. O país iniciou a construção de viveiros protegidos em 2009, porém a medida ainda não é obrigatória.

Retorno da colheita de laranjas para a industria?

Conforme a diretoria da Associtrus, através do seu presidente Flavio Pinto Viegas, associam-se ao Sindicato Rural de Bebedouro também manifesta preocupação com as reuniões que estão sendo realizadas no Ministério Público do Trabalho de Araraquara, com a participação do Ministério do Trabalho, da FERAESP e da Cutrale, além dos presidentes dos Sindicatos Rurais de Araraquara e Taquaritinga, representando a FAESP.
Nestas reuniões está sendo discutida uma proposta de acordo com a Cutrale, visando introduzir, nos contratos de compra e venda de laranja existentes, um Anexo III, estabelecendo condições sociais, através do qual a Cutrale ficaria autorizada, entre outras coisas, a suspender a colheita de produtores que tenham sido autuados por irregularidades no cumprimento da legislação trabalhista e das normas de segurança do trabalho.
Consideramos que esta proposta visa reunir argumentos para que a Cutrale entre com recurso, caso a Justiça do Trabalho, no processo em andamento na Vara do Trabalho de Matão, venha a decidir favoravelmente ao retorno da colheita de laranja com pessoal contratado pelas industrias, conforme pretendido pelo Ministério Público do Trabalho.
Embora haja a necessidade de cumprimento das Normas de Segurança do Trabalho e da legislação trabalhista, é inegável a dificuldade dos produtores para conseguir este objetivo, seja por falta de critérios uniformes, seja pela resistência dos próprios trabalhadores, seja pela complexidade das normas.
Desta forma, dar à empresa compradora (no caso, a Cutrale) a possibilidade de suspender a colheita, impor sanções pecuniárias ao produtor e denunciar os produtores com irregularidades ao Ministério do Trabalho e Emprego, o qual comunicará às demais industrias para não comprarem a fruta destes produtores, são medidas altamente prejudiciais a todos os produtores.
Diante do exposto, solicitamos que a FAESP assuma uma atitude clara e veemente contra a assinatura do referido acordo, orientando seus representantes neste sentido, ou até mesmo retirando-se destas negociações.