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 Agricultura/Fruticultura
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 Suco de laranja na bolsa de NY tem a maior queda dos últimos 30 dias
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Os preços do suco de laranja tiveram ontem a maior queda registrada na bolsa de Nova York nos últimos 30 dias. Os contratos com vencimento em março terminaram o pregão de terça-feira cotados a US$ 1,5365 por libra-peso, recuo de 485 pontos.
Segundo a Dow Jones Newswires, os preços foram influenciados pela decisão da China de tomar medidas para conter a inflação. Isso fez com que investidores deixassem o mercado de commodities para se abrigar no dólar. Segundo Tom Mikulski, estrategista sênior da Lind-Waldock, o aumento da taxa de juros na Coreia do Sul em 0,25 ponto pode ser um sinal de que o país adotará medidas similares às da China. No mercado interno, a caixa de laranja para a indústria foi cotada a R$ 15,36, segundo informações do Cepea.
(Fonte: Jornal Valor Econômico - 17/11/2010)
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Criação do Consecitrus é assinada em São Paulo
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Com a formação do conselho, devem ser estabelecidas novas regras para a remuneração da laranja entregue às indústrias.
Depois de meses de discussão, citricultores assinaram nesta segunda, dia 25, em São Paulo, a criação do Consecitrus. Porém, os produtores de laranja ainda não conseguiram definir como querem ser representados na entidade. Apesar disso, a cadeia produtiva está otimista. Com a formação do conselho, devem ser estabelecidas novas regras para a remuneração da laranja entregue às indústrias.
A criação do Consecitrus foi definida em um protocolo de intenções assinado por indústria e produtores de laranja. Ainda falta acertar detalhes do estatuto da entidade. O que se sabe, por enquanto, é que o Consecitrus vai ser formado por três representantes da indústria e três dos produtores. A CitrusBR indica as processadoras de suco. Porém, do lado dos citricultores, falta consenso entre a Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Federação de Agricultura do Estado de São Paulo e Sociedade Rural Brasileira (SRC). Uma das propostas é que os três formem um grupo, que seria chamado de Unicitrus.
Mesmo com alguns pontos ainda por serem definidos, o setor citrícola espera que o Consecitrus possa solucionar conflitos que acontecem há pelo menos 20 anos.
A próxima reunião do Consecitrus está marcada para 8 de novembro. A expectativa é fechar o estatuto, definir os representantes e formalizar um cronograma de atividades.
(Fonte: Associtrus).
Cadeia citrícola concorda em criar o Consecitrus
Foi assinado ontem na sede da Secretaria da Agricultura de São Paulo, na zona sul da capital, o protocolo de intenções que cria o Consecitrus, conselho formado por representantes de citricultores e de indústrias de suco de laranja que tem por objetivo harmonizar as relações na cadeia produtiva.
Segundo seus arquitetos, o conselho será o ambiente para a discussão de parâmetros para as negociações de preços de fornecimento da fruta para a fabricação da bebida e de questões estratégicas como a queda da demanda global pela commodity e as ameaças fitossanitárias aos pomares.
“O Consecitrus é um marco histórico na citricultura e certamente mudará os rumos do segmento”, afirmou João Sampaio, secretário da Agricultura do Estado e principal articulador das negociações. Citricultores e indústrias tentavam sentar na mesma mesa há anos, sem sucesso.
“É um caminho novo”, disse Christian Lohbauer, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Sucos Cítricos (CitrusBR). A entidade foi criada em junho de 2009 por Cutrale, Citrosuco, Citrovita e Louis Dreyfus, as maiores exportadoras de suco de laranja do mundo.
As três primeiras são nacionais, enquanto a LD tem origem francesa. Todas administram seus negócios a partir de São Paulo, que responde por mais de 80% dos embarques de suco de laranja do Brasil - que, por sua vez, domina 85% das exportações mundiais da commodity.
Em 2010, essas exportações deverão somar US$ 2 bilhões, segundo Marcos Fava Neves, professor da FEA/USP e coordenador do estudo “O retrato da Citricultura Brasileira”, lançado na semana passada.
As três entidades que representam citricultores também aprovaram a criação do Consecitrus, ainda que todas (SRB, Associtrus e Faesp) tenham ponderado, como a CitrusBR, que é agora que começa a parte difícil do processo - já com a primeira reunião marcada para o dia 8.
Segundo Gastão Crocco, da Sociedade Rural Brasileira (SRB), o segmento mostrou maturidade ao criar o Conseciturs. Para Douglas Kowarick, da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), é uma chance de equilibrar forças e distribuir melhor a renda na área, enquanto Marco Antonio dos Santos, da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), afirmou esperar que os citricultores tenham mais segurança diante das oscilações de preços.
Apesar de simbólico em uma cadeia produtiva marcada pela erosão de suas relações nas últimas décadas, o protocolo assinado ontem deixou para depois, por falta de consenso no momento, questões que podem condenar o Consecitrus a nunca sair do campo das promessas.
Decisões aparentemente simples como a divisão de forças entre as entidades de citricultores, e entre essas e a CitrusBR nas futuras negociações, permanecem indefinidas. Divergências sobre os parâmetros que nortearão as negociações de preços, que chegaram a ameaçar o próprio protocolo de intenções, também terão de continuar a ser debatidos.
“Há muito trabalho pela frente”, repetiram Lohbauer, Santos, Crocco e Kowarik. “É um embrião que vai crescer e amadurecer à medida que a cadeia produtiva acreditar nele”, afirmou Carlos Viacava, diretor da Cutrale - que segue líder nas exportações de suco enquanto as autoridades de defesa da concorrência avaliam o processo de fusão entre Citrosuco e Citrovita, anunciado neste ano.
Nesse amadurecimento, o futuro das investigações das autoridades antitruste sobre a suposta formação de cartel entre as indústrias também será vital.
Para João Sampaio, que pode deixar a Secretaria da Agricultura de São Paulo no fim do ano, apesar de o governo continuar com o PSDB, esses e outros obstáculos podem ser superados no Consecitrus porque a cadeia tomou consciência de que ele é a melhor opção para o futuro.
A conjuntura é adversa porque, com a demanda por suco de laranja em baixa, aumentos das cotações internacionais do suco - e, portanto, dos preços pagos pelas indústrias pela fruta - passaram a depender quase que exclusivamente de problemas na oferta do produto, como acontece atualmente.
Daí a união de forças (Valor, 26/10/10)
Citricultura reage à queda na demanda
Produtores e indústria querem se modernizar e formar ambiente de negociação do preço do suco de laranja. De 2003 a 2009, o consumo mundial do produto caiu 1,6% ao ano; demanda por néctares subiu 4%.
A maior oferta de bebidas prontas para o consumo -como chás, águas saborizadas, isotônicos e néctares- vem reduzindo a demanda por suco de laranja.
Entre 2003 e 2009, o consumo mundial de suco de laranja caiu 1,6% ao ano, enquanto a demanda por néctares, que levam menor quantidade de sólidos solúveis (açúcares da fruta), subiu 4%, segundo estudo lançado ontem pelo professor titular de planejamento da FEA/ USP Marcos Fava Neves.
Responsável por 50% da produção mundial de suco de laranja, o Brasil é o mais afetado por essa mudança no hábito de consumo, ao lado dos Estados Unidos. Para enfrentá-la, a palavra de ordem no setor é organização.
Um dos fatores de maior influência no consumo de suco de laranja é o preço. Reduzir custos para levar ao consumidor um produto mais competitivo, portanto, é a chave para a laranja manter o atual nível de consumo.
Nos últimos anos, porém, aconteceu o oposto. O custo de produção subiu de R$ 4,25 por caixa na safra 2002/2003 para os atuais R$ 7,26 -um crescimento de 70%. Mão de obra, pragas e doenças foram os principais responsáveis por esse desempenho.
Se o aumento do salário mínimo é inevitável, resta à indústria melhorar as técnicas no campo. O "greening", doença que afeta a citricultura e avança com rapidez nos pomares brasileiros e na Flórida, hoje é uma das principais preocupações do setor.
"O setor citrícola tem dois desafios: a defesa sanitária, com uma ação coordenada na cadeia para combater o "greening" e a formação de um mecanismo de remuneração, para ter uma distribuição (de renda) mais igualitária", diz Margarete Boteon, pesquisadora do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
A formação de um novo ambiente para negociações de preços entre produtores e indústria, conhecido como Consecitrus, nunca esteve tão próxima de se tornar realidade.
"Se o estatuto não for assinado na próxima reunião que debaterá o tema, na próxima segunda-feira, ela deve acontecer em novembro", afirma o secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, João Sampaio.
(Fonte: Folha de S. Paulo)
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 Cade: acordo prevê reversão de fusão entre Citrosuco e Citrovita
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Associtrus é aceita no processo como terceira parte interessada.
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As empresas de processamento e fornecimento de suco de laranja Citrosuco e Citrovita assinaram hoje com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um Acordo de Preservação de Reversibilidade da Operação (Apro). O Apro prevê que a fusão entre as duas empresas, anunciada em 14 de maio e que criou a maior companhia mundial do setor, possa ser revertido caso o Cade não aprove a operação.
A Citrosuco é controlada pelo Grupo Fischer e a Citrovita, pelo Grupo Votorantim. Se aprovada a fusão, as duas companhias terão sete fábricas, oito terminais e cinco navios, além de pomares, no Brasil e no exterior e vão ocupar a liderança mundial na produção de suco de laranja.
A advogada da Citrovita, Gianni Nunes, disse que a proposta de firmar o Apro partiu das empresas. "A intenção é dar ao sistema a tranquilidade necessária para a análise técnica do caso", disse ela. "Basicamente, as empresas vão manter as estruturas independentes, bem como a aquisição de frutas, até que a fusão seja julgada pelo conselho", resumiu.
Ao final da sessão de julgamentos do Cade desta quarta-feira (20), o conselheiro relator do caso Citrosuco/Citrovita, Carlos Ragazzo, disse também que aceitaria a participação da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus) no processo, como terceira parte.
O Acordo de Associação das duas empresas estabelece "a reorganização de sociedades dos respectivos grupos, visando à futura integração de suas atividades de produção, armazenagem, transporte, distribuição e comercialização de suco de laranja e seus subprodutos e derivados, bem como de plantio e cultivo de laranja e de logística relacionada a tais atividades". Ao final, cada grupo requerente deterá 50% do negócio.
Juntas, Citrosuco e Citrovita chegam ao mercado com um faturamento de R$ 2 bilhões. Com a união dos ativos, as duas empresas terão 25% do mercado mundial de suco de laranja e entre 40% e 45% de toda a laranja processada no País, deixando para trás a Cutrale, que até agora detinha a liderança, com cerca de 35% do total de frutas adquiridas pela indústria nacional.
(Fonte: site Associtrus) (Célia Froufe)
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