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 Agricultura/Fruticultura
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 “ Agricultura Familiar ”
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Prefeituras devem comprar 30% de produtos gerados pela Agricultura Familiar
O governo Federal destinou neste ano de 2010 para a agricultura familiar à ordem de 16 bilhões. Com a promulgação da lei em fevereiro deste ano pelo presidente Lula, as prefeituras municipais serão obrigadas a comprarem no mínimo 30% dos alimentos consumidos na merenda escolar oriundo desta, podendo chegar até 100%.
Todo tipo de alimento poder ser comercializado por cooperativas – desde que estejam organizadas. De produtos industrializados até produtos “in natura”.
Políticas públicas desta natureza demonstram a capacidade e a vontade do Governo Federal de transformar a vida de pequenos produtores que nunca conglomerados poderosos.
Esses, cada vez, mais se unindo em detrimento dos pequenos.
Somente a sensibilidade de um governo comprometido com o social é capaz de mostrar a solução.
Também as associações – que não tem nada haver com cooperativas – vem dando o suporte necessário para que se garanta o alimento na mesa dos brasileiros mais necessitados. Estes são garantidas pela Conab – Companhia Nacional de Abastecimento – que transfere a casa associado a ordem de R$ 150.000,00 por ano, conforme este, vai entregando alimento somente “in natura” para as Entidades cadastradas nas associações.
Já sinaliza a ordem em torno de 25 bilhões, dinheiro suficiente para transformar a vida de milhões de brasileiros, desde aquele que fornece, quanto aquele que recebe.
Programas sociais fazem a diferença, mas será preciso desde já, um conselho de segurança para que, este dinheiro, seja 100% aplicado e que também não caia em mãos erradas.
Fiscalizar, cobrar é garantir o sucesso desta empreitada que, neste ano deu os primeiros passos de muitos que virão e somente o empenho de todos fará a diferença que sempre desejamos...
........... Saulo Pimenta Neves.
“Consecitrus” deverá ser criado este mês
Ficou marcada para o próximo dia 25, na Secretaria da Agricultura de São Paulo, a apresentação do texto final do estatuto de criação do "Consecitrus", conselho que contará com a participação de representantes dos citricultores e indústrias de suco de laranja do Estado. O Brasil responde por cerca de 80% das exportações mundiais da commodity, e a fatia paulista no total nacional é também de mais ou menos 80%.
No ultimo dia 6, o secretário João Sampaio recebeu as entidades que representam a cadeia produtiva para tentar acelerar a definição dos detalhes que tornarão viável a criação do "Consecitrus" - que vem sendo tratado por esse nome em alusão ao Consecana, que arbitra as relações entre canavieiros e usinas sucroalcooleiras.
"Pelo menos da boca para fora todo mundo quer o Consecitrus", afirmou Sampaio ao Valor. Pelo lado dos citricultores, estiveram ontem na secretaria expoentes da Sociedade Rural Brasileira (SRB), da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus). Pelo lado das grandes indústrias de suco, representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Sucos Cítricos (CitrusBR) e das grandes indústrias a ela filiadas (Cutrale, Citrosuco, Citrovita e Louis Dreyfus Commodities).
Uma das dúvidas que ainda pairam para a efetiva criação do "Consecitrus" é se as três entidades que falam em nome dos produtores paulistas de laranja participaram individualmente ou se elas se farão representar no novo ambiente por uma única unidade, chamada informalmente de "Unicitrus". Ainda que o "Consecitrus" tenha sido pensado sobretudo para mediar negociações de preços de fornecimento da laranja para a produção de suco, cuja demanda internacional sofreu forte retração na última década, afetando as cotações, haverá outros pontos relevantes na pauta de discussões, como sanidade.
(Fonte: Valor Econômico - Fernando Lopes | De São Paulo)
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 NATAL RECEBE O DÉCIMO CONGRESSO IBEROLATINOAMERICANO DE APICULTURA
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A capital do Rio Grande do Norte, Natal, vai sediar o maior evento mundial do segmento de Apicultura. O X CONGRESSO IBEROLATINOAMERICANO DE APICULTURA E A APIEXPO 2010, serão realizados de 11 a 14 de outubro, no Centro de Convenções da capital potiguar. Nesta edição, o tema principal será O Meio Ambiente e a Apicultura no Agronegócio.
O evento, que deverá reunir 2.500 participantes é promovido pela FILAPI - Federação Ibero-latinoamericana de Apicultura, CBA – Confederação Brasileira de Apicultura e SEBRAE - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte, com a realização da FARN - Federação Apícola do Rio Grande do Norte.
São quatro dias com uma extensa programação que inclui Conferências, Mini conferências, Rodada de negócios, Concursos, Feira internacional, Visitas técnicas pós-congresso e Simpósios, reunindo pesquisadores de renome internacional.
De acordo com o presidente do Congresso, Valdemar Belchior Filho, o evento objetiva dar uma forte contribuição para o desenvolvimento da atividade e toda a programação proposta vai permitir amplas discussões acerca dos temas.
 APIEXPO
O Congresso também contará com a APIEXPO, formada por 135 estandes que vão expor e comercializar desde equipamentos específicos para o segmento apícola a produtos medicinais e cosméticos utilizados na apiterapia e cosmetologia. O visitante também poderá conhecer o Espaço Abelha e saber como é produzido o mel, pólen e própolis , e quais as espécies de abelhas predominantes no RN. Será montado também um museu, com a história dos equipamentos e utensílios usados na produção e coleta do produto. A APIEXPO também terá uma mostra de produtos da agricultura familiar (mel, doces, rapadura, castanha, etc), além apresentações de grupos de artesanato. Um dos destaques é o grupo do projeto Território Açu / Mossoró, da Associação Mossoroense de Artesanato que desenvolveram especialmente para a feira uma nova linha de produtos com o tema apicultura, como porta-livro, porta-celular, chaveiros e copinhos de cachaça. Já a empresa catarinense Prodapys vai expor no evento uma linha de alimentos (mel, balas naturais, extrato de própolis, geléia real) e cosméticos (hidratante corporal, creme com geléia real, sabonetes de mel, própolis e pólen). Também haverá distribuição de mudas para os presentes.
A entrada é gratuita.
 CONCURSO
Dentro da programação do X CONGRESSO ÍBEROLATINOAMERICANO DE APICULTURA E A APIEXPO 2010 vai ser promovido um concurso que visa estimular e integrar os grupos presentes. Os participantes podem escolher entre oito categorias: Mel, Artesanato, Fotografia, Rótulo, Livro, Invento, Caravana, Apicultor mais jovem e Apicultor mais antigo. Os jurados do concurso serão membros da comissão científica. Na categoria Mel, a empresa terá que ser certificada, como também serão verificados os parâmetros de qualidade. As inscrições para o concurso poderão ser feitas através do site:
www.xibla.com.br
 Renome Internacional
Especialistas de renome internacional também vão estar presentes no Congresso. Um dos nomes mais aguardados é o do francês Dr. Gilles Ratia, importante ícone da apicultura mundial e Presidente da Apimondia, organização internacional que congrega entidades apícolas de mais de 75 países do mundo e estabelece relações entre todas as pessoas que se dedicam à apicultura. Ele fará a conferência de abertura do Congresso, com o tema: A Apimondia e seu futuro. Outro destaque do Congresso é o Prof. Doutor Osmar Malaspina, do Departamento de Biologia/Centro de Estudos de Insetos Sociais do Instituto de Biociências de Rio Claro/UNESP (SP). Ele é um dos autores do desenvolvimento da patente do soro contra veneno de abelhas e ministrará palestra sobre o efeito dos agrotóxicos nas abelhas. Segundo o especialista, atualmente, no Brasil a mortalidade das abelhas provocada pelos agrotóxicos tem aumentado consideravelmente, ocasionando grandes perdas para apicultores e, conseqüentemente, da produção de alimentos.
 ENXAMEAÇÕES
O instinto de preservação da espécie é apontado hoje como um dos grandes causadores das enxameações, o fenômeno natural de migração das abelhas. Considerado um grande problema para os produtores, este fator é responsável pela perda de 50% da renda nos apiários. De acordo com o pesquisador da USP e presidente da comissão científica do X Congresso Iberolatinoamericano de Apicultura, Lionel Segui, no Nordeste cerca de 50% das abelhas abandonam as colméias. “Quando a abelha sente que não está em situação propícia, como por exemplo, altas temperaturas ou falta de água, elas abandonam as colméias”, explica.
As pesquisas estão sendo desenvolvidas há um ano e meio no centro de Tecnologia da UFERSA, em Mossoró. São instalados aparelhos detectores para avaliar o comportamento destas abelhas e analisar as causas das enxameações. Este fenômeno pode acarretar a migração de todo o enxame, abandonando a colméia, ou de parte dos indivíduos juntamente com a rainha. As pesquisas também buscam aumentar a produtividade através do melhoramento genético e da seleção de rainhas.
 DADOS ECONÔMICOS
Segundos dados do IBGE o Rio Grande do Norte ocupa o 6º lugar no ranking de exportação de mel no Brasil.
O município de Apodi, que fica a 328 kilômetros da capital potiguar, Natal, é hoje o maior produtor do estado e o 2º no ranking nacional.
Nos últimos oito anos o SEBRAE capacitou 6200 apicultores.
Este trabalho fez a produção do estado saltar de 150 toneladas para 2.300 toneladas/ano.
Parte da produção do Rio Grande do Norte é hoje exportada para os Estados Unidos. No ano passado 1.951 toneladas foram vendidas para estados americanos.
O mel produzido no RN também é vendido para a Conab – Companhia Nacional do Abastecimento, Emater, além da venda porta em porta.
Impacto na economia local: o evento tem um investimento de R$ 800.000,00 sendo mais de 95% deste montante aplicados em fornecedores locais; Estima-se que cerca de 2 milhões seja deixados aqui pelos turistas congressistas;
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 Dreyfus diversifica linha de sucos e faz aquisição na China
Depois de investir R$ 500 milhões entre as safras 2006/07 e 2009/10 no Brasil para fortalecer sua atuação no mercado mundial de suco de laranja, no qual tem participação em torno de 12%, a Louis Dreyfus Commodities acelerou a diversificação de seu portfólio de sucos para fazer frente à tendência estrutural de retração da demanda internacional pela commodity.
Quarta maior exportadora global de suco de laranja, seja concentrado e congelado (FCOJ) ou não concentrado (NFC), a multinacional francesa, que administra seus negócios na área a partir do Brasil - onde também atua em outros ramos do agronegócio, como grãos, açúcar e etanol, algodão e adubos -, já é a maior processadora de limão do país e, em agosto, adquiriu o controle de uma empresa de suco de maçã na China.
A companhia em questão, de capital privado, é a Shanxi Sanchuan Juice Company Ltd., localizada na Província de Shaanxi. A pedido do novo sócio chinês, a LDC, que globalmente fatura entre US$ 7 bilhões e US$ 8 bilhões, não divulgou a exata participação que comprou - apenas que a fatia é majoritária - nem o valor da transação.
Trata-se de uma empresa de pequeno porte, com capacidade de produção de 20 mil toneladas por ano, mas a tacada é simbólica. Apesar de ter grande potencial para as exportadoras globais de suco de laranja (as três maiores são as brasileiras Cutrale, Citrosuco e Citrovita), a China até agora não justificou as expectativas.
Segundo Henrique de Freitas, diretor-geral da divisão responsável pelo segmento de sucos - agora chamada LDC Juices, não mais LDC Citrus -, o negócio atendeu aos interesses do grupo tanto de diversificar a plataforma de sucos quanto de crescer na Ásia, o que se mostrou mais difícil do que o inicialmente previsto.
"A laranja continua sendo nosso carro-chefe. Entrando na maçã com a expertise que temos em sucos, inclusive na logística, acreditamos que os cítricos também serão beneficiados. Estamos mais competitivos", afirmou Freitas ao Valor. Até o fechamento do negócio, disse o executivo, foram dois anos de viagens constantes à China.
Além disso, na China o suco de maçã é negócio de gente grande. Há dois anos, as exportações chinesas do produto somaram 1 milhão de toneladas, apenas um pouco abaixo dos embarques brasileiros de suco de laranja. Laranja e maçã dominam o comércio mundial de sucos de frutas.
Essa diversificação é considerada vital por analistas, tendo em vista que o consumo mundial de suco de laranja não dá mostras de recuperação. Nos EUA, a queda de 2001 a 2010 chega a 43%. E na Europa, principal mercado do suco do Brasil, o cenário não é muito melhor.
Na Alemanha, por exemplo, a demanda caiu 2,1% apenas entre os primeiros semestres de 2009 e 2010. No Reino Unido houve estabilidade na comparação. O alento veio da França, onde o consumo cresceu 2,6%. Em mercados incipientes como a Rússia também houve aumento (5,1%), mas nada capaz de mitigar os estragos em mercados fortes como o alemão.
De qualquer forma, pondera Freitas, "são os emergentes que estão puxando o consumo". Além da China, diz, o Leste Europeu e o Oriente Médio apresentam bom potencial. "Também é preciso valorizar as vantagens da laranja para a saúde para que a demanda volte a crescer em mercados maduros e aumente mais rapidamente nos emergentes".
Nos emergentes, porém, o fator preço é uma limitação importante. A demanda global por suco de laranja entrou em declínio, sobretudo pela proliferação de alternativas mais baratas, ainda que com menores teores de suco.
Por isso o pacote de R$ 500 milhões em investimentos no Brasil entre as temporadas 2006/07 e 2009/10 privilegiou ações capazes de reduzir custos e aumentar a eficiência das operações citrícolas.
Em logística, a múlti construiu um terminal no porto de Santos e ampliou o terminal de Ghent, na Bélgica, para também receber as exportações de suco não concentrado, que envolve volumes cerca de seis vezes maiores que as de suco concentrado e congelado.
Ainda nessa frente, a capacidade de transporte dos navios utilizados pela empresa para as exportações foi incrementada, em parceria com as empresas especializadas que fazem o serviço.
Para acompanhar a alta da demanda mundial por suco não concentrado, que ao menos amenizou o impacto do tombo do consumo do FCOJ, a companhia firmou as bases para triplicar a produção de NFC em duas de suas três fábricas em São Paulo, localizadas nos municípios de Bebedouro e Matão.
Na plenitude dessa expansão, afirma Freitas, o NFC representará 15% do volume total de suco de laranja (em equivalente de suco concentrado) exportado pela LDC.
Na produção de laranja, a Louis Dreyfus ampliou as parcerias com citricultores - são 40 atualmente - para garantir sua oferta própria da fruta. Nessa frente agrícola, também concluiu o plantio de 5 milhões de novos pés de laranja, ampliando seu total para 13 milhões.
Mesmo assim, pontua Freitas, a LDC Juices "continuará sendo dependente da fruta do produtor". Na maturidade da expansão do número de árvores próprias ou administradas com citricultores parceiros, essa oferta deverá representar, na média, um terço da demanda do grupo por laranja.
No caso do limão, outra frente em expansão, a empresa conta com um grande parceiro produtor e tende a elevar o processamento da fruta para a produção de suco em suas unidades de Matão e Engenheiro Coelho.
(Fonte: Valor Econômico - Fernando Lopes | De São Paulo)
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